Smart Fit (SMFT3) passou a integrar a carteira mensal de ações ESG do BTG Pactual, após resultados robustos no 1º trimestre de 2026 e expectativa de alta de até 64,8 % no preço-alvo, tornando-se o único novo nome entre os principais portfólios de sustentabilidade monitorados pelo mercado.
Inclusão estratégica em portfólio ESG reforça posicionamento de mercado
A entrada da Smart Fit na seleção do BTG Pactual substituiu C&A (CEAB3) e elevou para dez o número de ativos da carteira mensal dedicada a práticas Ambiental, Social e de Governança. O banco divulgou a mudança em 15 de maio de 2026, destacando que a rede de academias apresenta escala sem paralelo na América Latina, receita em expansão e rentabilidade elevada das unidades.
A alteração diferenciou o BTG das listas de BB Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos, cujas composições permanecem inalteradas. Entre os quatro portfólios, Smart Fit figura somente no do BTG, evidenciando uma aposta singular do banco na tese de consolidação do setor.
Resultados financeiros sustentam perspectiva de valorização de 64,8 %
No 1T26, a Smart Fit registrou lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões, avanço de 47 % sobre o 1T25. O anúncio impulsionou as ações SMFT3, que saltaram 11,6 % logo após a publicação do balanço. De acordo com o relatório, o preço-alvo fixado em R$ 31,00 supera em R$ 12,19 a cotação de fechamento de R$ 18,81 em 14 de maio, abrindo espaço para forte reprecificação.
Os analistas apontam que o market share ainda fragmentado cria oportunidades de aquisição de concorrentes regionais, alavancando a escala operacional da companhia. O modelo de negócios — baseado em mensalidades acessíveis e padronização de serviços — contribui para margens superiores às de competidores de nicho.
Práticas de sustentabilidade e governança impulsionam elegibilidade ESG
No pilar Ambiental, a rede tem ampliado o uso de fontes renováveis de energia, instalando sistemas fotovoltaicos em novas unidades e substituindo iluminação convencional por LED. A iniciativa gerou redução de 22 % no consumo médio de eletricidade por academia em um ano, segundo o BTG.
No eixo Social, destaque para programas de inclusão esportiva que oferecem bolsas de até 100 % a comunidades de baixa renda. Já em Governança, a companhia mantém maioria independente no conselho de administração e adota política de logística reversa de equipamentos, com meta de reciclar 90 % dos aparelhos substituídos até 2028.
Panorama das recomendações ESG: B3, Lojas Renner e Localiza lideram indicações
Embora a Smart Fit seja a única novidade do mês, B3 (B3SA3), Lojas Renner (LREN3) e Localiza (RENT3) mantiveram três indicações cada. A XP ressalta que a B3 pode se beneficiar da recuperação do mercado de capitais e de eventuais distribuições extraordinárias de JCP. Na esfera ESG, a bolsa lançou a plataforma ESG Workspace e fortaleceu seu hub de educação financeira.
Para Lojas Renner, as casas de análise esperam potencial de 60,3 % de valorização, sustentado por demanda aquecida, queda dos juros e cadeia de suprimentos auditada. Já Localiza é vista pelo BTG como posição estratégica para capturar o ciclo de afrouxamento monetário, apoiada por iniciativas ambientais como lavagem de veículos sem água e frota híbrida com etanol.
Na segunda linha do ranking, Suzano, WEG, Itaú Unibanco, Sabesp e Motiva aparecem com duas recomendações cada, reforçando a dispersão setorial das carteiras ESG.
Conclusão técnica
A inclusão da Smart Fit no portfólio ESG do BTG Pactual consolida a visão de que a companhia combina performance financeira e compromissos sustentáveis de forma atraente para investidores institucionais. Com lucros em aceleração, margem de valorização de 64,8 % e estratégias de eficiência energética já em curso, a rede de academias se posiciona para liderar a consolidação do segmento na América Latina. Caso as projeções de expansão e redução de custos se materializem, a ação tende a ganhar espaço em outras carteiras temáticas, ampliando liquidez e visibilidade no mercado brasileiro.



