Tim, Porto Seguro e Allos aprovaram a liberação conjunta de aproximadamente R$ 1,166 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, estabelecendo cronogramas que começam a contar a partir de 22 de junho e se estendem até setembro de 2026.
Cronograma detalhado de valores e datas por companhia
Tim (TIMS3) comunicou a distribuição de R$ 400 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,1674573219 por ação em sua base atual. Terão direito ao crédito os investidores posicionados até o encerramento do pregão de 22 de junho de 2026; a partir de 23 de junho, os papéis passam a ser negociados ex-JCP. O pagamento acontecerá até 22 de julho de 2026.
Porto (PSSA3), por sua vez, aprovou R$ 328,7 milhões em JCP referentes ao segundo trimestre de 2026, correspondentes a R$ 0,5128 brutos ou R$ 0,4235 líquidos por ação. A data-corte também é 22 de junho, com início da negociação ex-JCP em 23 de junho. O repasse será imputado ao dividendo mínimo obrigatório do exercício e está previsto para ocorrer até 30 de abril de 2027, em data exata a ser definida na Assembleia Geral Ordinária de 2027.
Allos (ALOS3) autorizou a distribuição de R$ 438 milhões em dividendos intermediários, provenientes da reserva para investimentos apurada no balanço de 31 de dezembro de 2025. O montante será parcelado em três tranches iguais de R$ 146 milhões (aproximadamente R$ 0,29 por ação cada). Os cronogramas são os seguintes:
- 1ª parcela – data-corte: 22 de junho; ex-dividendos: 23 de junho; pagamento: 2 de julho.
- 2ª parcela – data-corte: 23 de julho; ex-dividendos: 24 de julho; pagamento: 4 de agosto.
- 3ª parcela – data-corte: 21 de agosto; ex-dividendos: 24 de agosto; pagamento: 2 de setembro.
Ajustes potenciais e incidência tributária
Tanto Tim quanto Porto alertaram que os valores por ação podem sofrer correções até as respectivas datas-corte, em razão de movimentações nos programas de recompra. Caso haja alteração, um novo comunicado será divulgado pelas empresas.
Nos pagamentos de JCP, incidirá retenção de 17,5 % de Imposto de Renda na fonte para acionistas que não se enquadram em regimes tributários diferenciados ou condições de isenção. Para fazer jus a tratamento fiscal especial, eventuais documentos comprobatórios devem ser entregues aos escrituradores – Banco Bradesco, no caso da Tim, e Itaú Corretora, no caso da Porto – até 22 de junho.
Os dividendos da Allos são isentos de IR para pessoas físicas residentes, conforme legislação vigente, mas estarão sujeitos aos ajustes decorrentes de eventual alteração no número de ações em tesouraria até cada data-corte.

Procedimentos de liquidação e repasse aos investidores
Tim efetuará o crédito diretamente na conta dos acionistas com posição na B3, enquanto investidores cujos registros permanecem no sistema do Banco Bradesco receberão via depósito em conta corrente ou poupança indicada ao escriturador.
No caso da Porto, o pagamento será realizado por meio do Itaú Corretora, responsável pela escrituração de PSSA3. A empresa esclareceu que, mesmo com a quitação até abril de 2027, a base de acionistas elegível está congelada na data-corte de 22 de junho, evitando diluição para novos investidores que ingressarem após o período ex.
Para os dividendos da Allos, o repasse será igualmente processado pelo Itaú Corretora. Em cada parcela, a companhia repetirá o procedimento: definição da base elegível na data-corte, negociação ex-dividendos no pregão seguinte e quitação na data estipulada para cada tranche. O método preserva o princípio de proporcionalidade, garantindo que apenas quem detinha as ações até o fechamento do pregão da véspera de cada ex receba o correspondente.
Conclusão técnica
A aprovação simultânea de R$ 1,166 bilhão em proventos por Tim, Porto e Allos reforça a tendência de junho como mês de forte remuneração ao acionista no mercado brasileiro. As três empresas estabeleceram calendários claros, com a primeira data-corte unificada em 22 de junho de 2026, facilitando o planejamento dos investidores. Os pagamentos de Tim e Allos serão concluídos ainda no terceiro trimestre de 2026, enquanto a Porto estenderá a liquidação até o primeiro semestre de 2027. Embora eventuais ajustes por programas de recompra possam alterar os valores finais por ação, o montante total aprovado permanece inalterado. Investidores devem observar atentamente as datas ex, enviar eventuais documentos fiscais dentro do prazo e acompanhar comunicados adicionais para confirmar valores definitivos antes da liquidação.



