Will Smith destaca protagonismo das pessoas nos negócios em palestra na Expert XP 2026

O ator e empreendedor Will Smith afirmou nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, durante o painel “Das telas à vida real” na Expert XP, que o êxito empresarial depende prioritariamente de equipes engajadas e respeitadas, e não apenas da qualidade dos produtos oferecidos.

Gestão emocional como fundamento de performance corporativa

À frente da empresa de mídia Westbrook Inc., da produtora Overbrook Entertainment e do fundo de venture capital Dreamers VC, Smith compartilhou um ritual simples, porém determinante para suas reuniões: cada participante classifica o próprio estado de espírito em verde, amarelo ou vermelho. O método, segundo ele, orienta a condução de cobranças e conversas delicadas, prevenindo conflitos que possam comprometer decisões estratégicas. “Quando alguém se sente efetivamente ouvido, confiança, criatividade e produtividade tendem a emergir”, explicou o palestrante diante de um auditório lotado.

Analistas presentes destacaram que a prática dialoga com métricas contemporâneas de Employee Experience (EX), nas quais indicadores de clima organizacional já são correlacionados a ganhos de até 25 % em rentabilidade, conforme estudos da Gallup. Embora Smith não tenha citado números próprios, o ator defendeu que startups e grandes companhias poderiam reduzir rotatividade e custos de contratação ao incorporar avaliações emocionais regulares.

Storytelling: da música ao venture capital

Smith recordou a transição de vencedor do Grammy para protagonista de “Um Maluco no Pedaço”, antes de migrar definitivamente ao cinema. O denominador comum, frisou, foi a capacidade de narrar histórias consistentes em diferentes mídias. “A mente humana opera por meio de narrativas; empresas que entendem isso criam conexão direta com consumidores”, argumentou.

O raciocínio encontra respaldo em levantamentos da consultoria Edelman, que apontam que marcas com storytelling claro registram até 30 % maior predisposição de compra. Para Smith, a mesma lógica sustenta sua atuação no ecossistema de investimentos. O fundo Dreamers VC prioriza startups capazes de articular propósito social de forma convincente, condição que ele considera crucial para acelerar rodadas de captação e valuations.

Disciplina, parcerias estratégicas e resiliência

Embora acompanhado de uma carreira premiada, Smith refutou a ideia de “talento extraordinário” e atribuiu seus resultados a trabalho disciplinado. O ator mencionou colegas como DJ Jazzy Jeff e Alfonso Ribeiro – intérprete de Carlton em “Um Maluco no Pedaço” – como exemplos de parceiros discretos, porém indispensáveis para a construção de reputação e expansão de oportunidades.

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Ele detalhou que cada mudança de rota — da música para a televisão, da televisão para o cinema e, posteriormente, para o empreendedorismo — exigiu “humildade para começar do zero”. Estudos da Organização Internacional do Trabalho indicam que profissionais que realizam reskilling relevante podem elevar a empregabilidade em até 15 %, dado que reforça a narrativa de adaptação contínua defendida pelo palestrante.

Reconhecimento artístico e conexão com o público

Ao término do painel, o muralista brasileiro Eduardo Kobra revelou uma obra de 2 m x 1,5 m concebida especialmente para homenagear Smith. O artista descreveu a tela como uma “linha do tempo” que vai do início da carreira musical até a conquista do Oscar. O processo, segundo Kobra, exigiu ao menos nove esboços e 48 horas de trabalho ininterrupto.

O tributo reforçou a intenção declarada do ator de “devolver experiências” ao público. Nesse sentido, Smith citou o longa “À Procura da Felicidade” como seu exemplo máximo de impacto social positivo, relato que se alinha à tendência de filmes biográficos ultrapassarem US$ 300 milhões em bilheteria global quando combinam dramaticidade e inspiração, conforme dados da Motion Picture Association.

Conclusão Técnica

Ao vincular métricas de clima emocional a desempenho financeiro, Will Smith reforça a adoção de estratégias centradas em pessoas no ambiente corporativo. A disseminação de práticas como a “classificação de humor” deve ganhar tração em empresas focadas em retenção de talentos e inovação contínua. No curto prazo, Westbrook Inc. e Dreamers VC tendem a explorar narrativas que harmonizem impacto social e retorno sobre investimento, sinalizando ao mercado que a humanização de processos permanece não apenas relevante, mas economicamente viável.