A rápida digitalização de processos produtivos e de consumo, somada à popularização da inteligência artificial (IA), está abrindo novas frentes de investimento para data centers no Brasil. Assim como ocorreu com a difusão dos computadores a partir da década de 1970, o avanço atual representa um ciclo de “destruição criativa”, conceito formulado pelo economista Joseph Schumpeter.
Os data centers funcionam como a infraestrutura essencial desse movimento. Responsáveis por armazenar, processar e distribuir grandes volumes de dados, essas unidades requerem redes de comunicação robustas e fornecimento contínuo de energia elétrica. A atividade é classificada como eletrointensiva, uma vez que o consumo de eletricidade precisa ser garantido 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Especialistas veem a combinação de demanda crescente por serviços digitais e a necessidade de plataformas de alta performance como um cenário favorável para a instalação de novos empreendimentos no país. A expectativa é que o setor atraia capital voltado tanto à construção de instalações quanto ao reforço da infraestrutura energética e de telecomunicações nos próximos anos.
Embora os custos operacionais elevados sejam um desafio, o potencial de retorno sobre o investimento é apontado como relevante, especialmente em regiões que oferecem incentivos fiscais e disponibilidade de energia elétrica confiável.

Imagem: valor.globo.com
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Com informações de Valor Econômico


