As taxas de juros cobradas pelos bancos seguiram em alta em agosto, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central. O destaque negativo ficou com o cartão de crédito rotativo, que subiu 5,3 pontos percentuais na comparação com julho e alcançou 451,5% ao ano.
O rotativo é acionado quando o titular paga apenas parte da fatura e o saldo restante é automaticamente financiado por até 30 dias. Mesmo com a regra em vigor desde janeiro de 2023 que limita a cobrança de encargos após esse período, o custo da modalidade permanece entre os mais elevados do mercado.
Nos 12 meses encerrados em agosto, o encarecimento dessa linha de crédito somou 24,6 pontos percentuais, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias que recorrem ao recurso para equilibrar despesas imediatas.
Segundo o Banco Central, a alta dos juros também afetou outras operações destinadas a pessoas físicas e empresas, mas o cartão rotativo mantém a liderança entre as taxas mais onerosas do sistema financeiro.
Especialistas apontam que a medida que limita os encargos busca conter o endividamento excessivo, mas não interfere na taxa acordada no momento da contratação, o que explica a manutenção dos patamares elevados.

Imagem: bandnewstv.uol.com.br
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Resumo: Em agosto, o crédito rotativo do cartão subiu a 451,5% ao ano, maior aumento entre as linhas destinadas às famílias. Para não perder novidades sobre finanças pessoais, continue navegando no Capital Financeiro.
Com informações de BandNews



