O mês de novembro começa com atenção renovada sobre o mercado de criptoativos. Após um outubro difícil para o setor, oito casas especializadas consultadas apontam que Bitcoin, Ethereum e Solana continuam sendo as apostas predominantes, enquanto o protocolo Hyperliquid desponta entre as altcoins com maior potencial.
Cenário macro ainda pressiona
Em 2025, o tradicional “Uptober” não se concretizou. Indicadores macroeconômicos desfavoráveis e o sinal de moderação do Federal Reserve no ritmo de cortes de juros reduziram o apetite por ativos de risco. Taxas elevadas nos Estados Unidos mantiveram investidores na renda fixa, limitando os fluxos para criptomoedas.
Agora, o mercado entra em “Moonvember”, período historicamente associado a valorização, mas que neste ano carrega incertezas devido à política monetária e ao desempenho da economia global.
Bitcoin permanece como referência
Bitcoin (BTC) segue como a âncora dos portfólios, citado por praticamente todas as consultorias. Em outubro, o ativo perdeu 6%, pior resultado para o mês desde 2018, e chegou a ser negociado abaixo de US$ 105 mil, menor nível em três meses. Ainda assim, acumula alta de 14% em 2025 e 55% em 12 meses.
Analistas destacam que a liquidez permanece robusta, sustentada pelo fluxo positivo em ETFs de BTC nos Estados Unidos e por compras de empresas que mantêm bitcoin em caixa. A principal preocupação continua sendo a correlação com mercados tradicionais em caso de choques macroeconômicos.
Ethereum mantém posto de infraestrutura central
Segundo maior criptoativo, o Ethereum (ETH) reforça sua posição como plataforma para contratos inteligentes e tokenização de ativos. O preço caiu 20% em outubro, mas ainda registra avanço de 7% no ano e de 45% em 12 meses. Consultorias veem suporte na entrada de capital por meio de ETFs de ETH e em atualizações tecnológicas que prometem reduzir custos de transação.
Solana aposta em velocidade e baixo custo
Com taxas baixas e alta capacidade de processamento, a Solana (SOL) permanece entre as preferidas mesmo após queda de quase 30% no mês passado. O ativo amarga recuo de 15% no ano, anulando ganhos em 12 meses, mas analistas destacam o aumento de usos em games, redes sociais descentralizadas e pagamentos, além da possível criação de um ETF de SOL nos Estados Unidos.
Hyperliquid se destaca entre as novatas
Fora do trio principal, a Hyperliquid (HYPE) ganhou espaço nas indicações graças ao foco em derivativos descentralizados. Com valor de mercado de aproximadamente US$ 14 bilhões, o token caiu quase 20% em outubro, porém acumula alta de 500% desde o lançamento, em novembro de 2024. Casas de análise apontam o desenvolvimento de uma stablecoin própria como catalisador adicional.

Imagem: valorinveste.globo.com
Quais tokens cada casa indicou
Bitso: BTC, ETH, SOL, XRP, TRX
Bitybank: ZEC, HBAR, PUMP, HYPE, BCH
Coinext: BTC, ETH, ASTER, CAKE, UNI
Empiricus: BTC, ETH, SOL, HYPE, BERT
Foxbit: ETH, BTC, SOL, XRP, AVAX
Mercado Bitcoin: BTC, HYPE, SOL, PENDLE, JUP
Transfero: AVAX, NEAR, LINK, SUI, RUNE
Underblock: BTC, ETH, SOL
As recomendações sinalizam preferência por ativos consolidados diante de um ambiente macro ainda incerto, mas mostram espaço crescente para protocolos que oferecem produtos financeiros específicos, como é o caso da Hyperliquid.
Quer entender como as movimentações de juros podem influenciar outros ativos? Acesse nossa seção de Economia para acompanhar análises atualizadas.
Com a proximidade do fim de ano e expectativas divididas entre cautela e otimismo, os investidores acompanham de perto cada sinal do Federal Reserve e os desdobramentos regulatórios que possam impactar a trajetória das principais criptomoedas.
Com informações de Valor Investe



