Anualmente, o J.P. Morgan revisa o seu índice que mede a distribuição do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, levando em conta a variação nominal das economias. A atualização referente a 2024, concluída na semana passada, indica que a fatia do Brasil caiu de 2,3% para 2,2% no indicador.
Segundo o banco, a redução coloca o país entre os que mais perderam espaço na composição do PIB global ao lado do Japão e da zona do euro, que também viram seus pesos encolherem. O recálculo faz parte da rotina de recompensação do índice, que tem como objetivo manter a representatividade real de cada economia no cenário internacional.
O levantamento considera dados oficiais de crescimento nominal para ajustar os percentuais atribuídos a cada nação ou bloco econômico. Apesar da queda, o Brasil segue entre as dez maiores economias do mundo em termos de participação, ressaltou o relatório.
Com a nova ponderação, o índice serve de referência para investidores que acompanham a evolução do tamanho relativo dos países na economia global. O J.P. Morgan não informou quais nações ou regiões ganharam peso no rebalanceamento, mas destacou que mudanças estruturais nos mercados emergentes continuam a influenciar a composição do indicador.
Especialistas observam que variações no câmbio e na inflação costumam impactar o desempenho nominal das economias, fatores que podem ter influenciado o resultado brasileiro na comparação com a edição anterior.

Imagem: Scott Eells via valor.globo.com
Com informações de Valor Econômico
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