O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país recuou ao menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O dado, divulgado nesta sexta-feira, confirma a sequência de retração da desocupação observada ao longo dos últimos trimestres móveis.
De acordo com o IBGE, o número de pessoas sem trabalho que buscavam uma ocupação caiu na comparação imediata e também frente ao mesmo período do ano anterior. A instituição destaca que, paralelamente à queda do desemprego, o contingente de trabalhadores ocupados voltou a crescer, reforçando a tendência de recuperação do mercado de trabalho.
O levantamento mostra avanço tanto nas vagas formais – com carteira assinada – quanto em postos informais. O IBGE ressalta que a expansão da ocupação, combinada à redução do grupo que procura emprego, contribuiu para o resultado que estabelece um novo piso para a série estatística iniciada em 2012.
O instituto também registra aumento no rendimento real habitual dos trabalhadores, indicador que vinha demonstrando estabilidade nos trimestres anteriores. Segundo o órgão, a melhora nesse item acompanha o fortalecimento do emprego formal, que costuma oferecer remuneração média mais elevada.
A PNAD Contínua é considerada o termômetro mais abrangente do mercado de trabalho brasileiro. O levantamento avalia, de forma trimestral, população ocupada, desocupada, força de trabalho e rendimentos em todas as unidades da Federação, permitindo comparações regionais e temporais.

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Com a divulgação dos dados, analistas avaliam que a trajetória de redução do desemprego tende a ser um componente relevante para o desempenho da economia no segundo semestre. No entanto, o IBGE lembra que a pesquisa não captura, por exemplo, o total de brasileiros que passaram a não procurar trabalho diante de dificuldades estruturais do mercado.
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Com informações de G1


