Os consumidores que iniciam 2026 endividados no rotativo do cartão de crédito enfrentam juros de até 451,5% ao ano, segundo o Banco Central. Especialistas apontam que janeiro deve ser encarado como mês de reestruturação das finanças, já que essa modalidade é considerada a mais cara do mercado.
O rotativo foi criado para uso emergencial, mas se transforma em problema quando o titular paga apenas o valor mínimo da fatura. “Em poucos ciclos, a dívida pode dobrar e comprometer todo o orçamento”, alerta Andrew Oliveira, especialista em crédito imobiliário da consultoria Friggi & Secco.
Sinais de alerta
Entre os indícios de descontrole estão o pagamento recorrente do mínimo, crescimento da dívida mesmo após cortes de gastos, uso de outro empréstimo para cobrir a fatura e limite do cartão comprometido por longos períodos. Nessas situações, substituir o rotativo por linhas mais baratas deixa de ser recomendação e passa a ser necessidade.
Caminhos para reduzir o custo
O processo de migração começa com o cálculo do valor total devido, incluindo juros e encargos. Em seguida, o consumidor deve comparar opções como empréstimos pessoais, crédito digital ou operações com garantia, avaliando o Custo Efetivo Total (CET). Após contratar a alternativa mais vantajosa, a orientação é quitar a fatura integralmente e encaixar a nova parcela no orçamento mensal.
A diferença de custo é expressiva: enquanto o rotativo ultrapassa 450% ao ano, fintechs oferecem taxas entre 18% e 27% ao ano, e modalidades com garantia, como o home equity, partem de 1% a 2% ao mês. “A tecnologia permite análises mais precisas e propostas compatíveis com o perfil de cada cliente”, acrescenta Oliveira.
Recomendações para 2026
Para evitar um novo ciclo de endividamento, a Friggi & Secco sugere mapear todas as dívidas, priorizar a quitação das mais caras, evitar o pagamento mínimo da fatura, simular prazos e parcelas antes de contratar qualquer crédito e manter reserva de emergência.

Imagem: miriangasparin.com.br
Seguir esses passos oferece alívio imediato e devolve capacidade de planejamento financeiro logo no início do ano.
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Com informações de Mirian Gasparin



