Brasil e Panamá reforçam compromisso com estabilidade latino-americana em ligação telefônica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente eleito do Panamá, José Raúl Mulino, conversaram por telefone na quinta-feira (15) e defenderam o fortalecimento das Nações Unidas, o respeito ao direito internacional e o diálogo como instrumentos essenciais para a resolução de conflitos na América Latina e no Caribe.

De acordo com nota do Palácio do Planalto divulgada nesta sexta-feira (16), a chamada foi iniciativa de Mulino e teve como foco a visita de Lula ao Panamá em 28 de janeiro, quando o líder brasileiro participará do Fórum Econômico Latino-Americano e Caribenho. Os dois governantes acertaram realizar, durante a passagem de Lula pela Cidade do Panamá, uma reunião bilateral dedicada a comércio, investimentos e cooperação, aproveitando a recente entrada do Panamá como membro associado do Mercosul.

Assinatura do acordo UE-Mercosul

Mulino será um dos chefes de Estado presentes à cerimônia de assinatura do Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul, marcada para sábado (17) em Assunção, Paraguai, após 26 anos de negociações. Estão confirmados também os presidentes Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai) e Rodrigo Paz (Bolívia), além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O anfitrião será o presidente paraguaio, Santiago Peña.

Lula será o único mandatário de um país-membro do Mercosul ausente na cerimônia — possibilidade ainda sujeita a mudança de última hora. Apesar da ausência, ele tem encontro marcado nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, com Von der Leyen e António Costa. Diplomatas lembram que o brasileiro foi um dos principais defensores do tratado e tentou concluir o texto em dezembro, enquanto o Brasil detinha a presidência rotativa do bloco, esforço que acabou impedido por objeções italianas.

Cenário regional

As discussões sobre estabilidade ocorrem em meio à crise na Venezuela. Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram operação militar para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, anunciando um governo provisório até a transição de poder. Com apoio das Forças Armadas, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interino do país. O chanceler português, Paulo Rangel, declarou que Lisboa “respeita a legalidade e a Carta da ONU”, mas apontou “aspectos benignos” na intervenção, como a queda de Maduro. Estima-se que cerca de 500 mil portugueses e descendentes vivam na Venezuela, em sua maioria originários da Madeira.

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Imagem: noticiasaominuto.com

Para acompanhar os desdobramentos econômicos dessas negociações na região, visite a seção de Economia do Capital Financeiro.

Resumo: Lula e Mulino destacaram a necessidade de diálogo e de instituições internacionais fortes para preservar a estabilidade latino-americana, além de alinharem agendas sobre o Fórum Econômico e o acordo UE-Mercosul. Continue acompanhando para saber como esses movimentos podem impactar a economia regional e global.

Com informações de Notícias ao Minuto