O fluxo de capital estrangeiro para o mercado secundário de ações da B3 somou R$ 12,3 bilhões entre os dias 2 e 21 de janeiro de 2026, cifra que equivale a quase 50% dos R$ 25,4 bilhões aportados durante todo o ano de 2025.
De acordo com dados divulgados pela própria B3, somente na sessão de 21 de janeiro, quando o Ibovespa avançou 3,33%, os investidores estrangeiros foram responsáveis por entradas de R$ 3,5 bilhões.
Institucionais e pessoas físicas vendem
O movimento dos estrangeiros contrasta com o comportamento dos investidores institucionais locais. Na mesma sessão, esse grupo retirou R$ 1,9 bilhão da bolsa brasileira. No acumulado do mês, o saldo dos institucionais está negativo em R$ 6,5 bilhões.
Entre os investidores individuais, também houve saída de recursos. As pessoas físicas venderam R$ 1,4 bilhão em 21 de janeiro, levando o déficit de janeiro para R$ 757 milhões.
Os números reforçam a tendência de rotação global de portfólios, em que gestores internacionais aumentam a exposição ao mercado brasileiro em busca de oportunidades, enquanto parte dos investidores locais realiza lucros ou realoca posições.
Com o forte ingresso de recursos externos, o Ibovespa vem renovando máximas recentes, apoiado ainda pela perspectiva de continuidade no ciclo de cortes de juros e pela expectativa de melhora nos resultados corporativos.
O saldo de investimentos estrangeiros continuará sendo acompanhado de perto por analistas, que avaliam o impacto da entrada de capital na liquidez e na formação de preços das ações listadas.

Imagem: Victor Moriyama via valor.globo.com
Perspectivas
A manutenção desse ritmo de aportes poderá redefinir o equilíbrio entre os diferentes tipos de investidores ao longo do ano, influenciando tanto a volatilidade quanto o volume negociado diariamente.
Para entender como esses fluxos podem afetar suas estratégias de investimento, confira também nossa análise sobre o cenário macroeconômico na seção de Economia.
Com informações de Valor Econômico



