O sistema de consórcios ultrapassou a marca de 12 milhões de participantes ativos em 2025, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O avanço ocorre em meio à elevação das taxas de juros e à procura dos consumidores por modalidades que facilitem o planejamento financeiro, diferentemente do financiamento tradicional.
Modelo sem juros atrai mais brasileiros
Administradas por empresas autorizadas pelo Banco Central, as cotas de consórcio reúnem consumidores em grupos que contribuem com parcelas mensais para formar um fundo comum. O montante é utilizado para a aquisição de bens definidos em contrato, sem a cobrança de juros — característica que tem sido decisiva para a expansão do sistema.
Venda de cotas sobe 15% em um ano
Em 2025 foram comercializadas 5,1 milhões de cotas, incremento de 15% em relação a 2024, movimentando mais de R$ 500 bilhões em créditos. A ABAC atribui o desempenho à disciplina financeira que a modalidade exige e ao desejo de evitar o endividamento com juros elevados.
Automóveis mantêm liderança
O consórcio de veículos leves foi responsável por 1,91 milhão de novas adesões no ano passado. O volume de créditos negociados alcançou R$ 132 bilhões, enquanto R$ 53 bilhões foram liberados aos contemplados. Para muitos consumidores, a alternativa reduz o impacto das prestações no orçamento mensal.
Imóveis apresentam maior ritmo de expansão
A procura por cartas de crédito imobiliário subiu 36% em 2025. No mesmo período, os créditos vendidos avançaram 48,4%, totalizando mais de R$ 30 bilhões concedidos aos consorciados. O desempenho reforça o consórcio como saída ao crédito habitacional, especialmente num cenário de juros altos.
Perfil do participante
Levantamento da ABAC indica que 82% dos consorciados se planejaram financeiramente antes de aderir ao sistema. Jovens adultos aparecem com frequência entre os novos participantes, interessados em adquirir o primeiro carro ou imóvel sem comprometer a renda a longo prazo.

Imagem: g1.globo.com
Regulamentação garante segurança
O Banco Central fiscaliza as administradoras, que precisam publicar informações periódicas sobre a gestão dos recursos. A supervisão fortalece a confiança no modelo e contribui para que o consórcio seja visto como parte da estratégia patrimonial de médio e longo prazo
Para saber mais sobre planejamento financeiro e outras formas de organizar o orçamento, visite a seção de Economia do Capital Financeiro.
Resumo: Com crescimento contínuo e regras fiscalizadas pelo Banco Central, o consórcio se consolida no país como alternativa sem juros ao financiamento, atraindo consumidores que buscam disciplina e previsibilidade. Quer entender melhor como usar essa ferramenta a seu favor? Acompanhe nossas publicações e fique por dentro.
Com informações de G1


