A eleição do cartão de crédito impacta diretamente a quantidade de milhas que o consumidor brasileiro pode gerar ao longo do ano. Em 2026, diferenças de pontuação, custos ocultos e políticas de anuidade tornam essencial comparar produtos antes de contratar.
Entenda pontos e milhas
Os pontos ficam em programas vinculados a bancos e emissores, como Livelo, Esfera, Átomos, Pontos Caixa e Membership Rewards. Já as milhas pertencem aos programas das companhias aéreas (Smiles, TudoAzul, Latam Pass, TAP Miles&Go). A prática mais comum é acumular pontos no cartão e transferi-los em campanhas bonificadas, que podem elevar o saldo em 80% ou até 100%.
Critérios de escolha
Regra de pontuação: cartões de entrada somam entre 1 e 1,5 ponto por dólar, enquanto versões premium chegam a 5 ou 6 pontos. Quanto mais alto o índice, maior tende a ser a anuidade.
Programa de fidelidade: produtos que permitem transferir para diversos programas aéreos oferecem flexibilidade para aproveitar promoções.
Anuidade e isenção: a cobrança varia de algumas centenas de reais a mais de R$ 20 mil por ano. Muitos emissores isentam a taxa conforme gasto mensal ou volume de investimentos.
Spread do dólar e IOF: além da cotação oficial, bancos aplicam uma margem (spread) na conversão de compras internacionais. Em 2026, o IOF sobre operações externas está em 3,38%. Alguns cartões de alta renda devolvem parte desse imposto e podem aplicar spread zero, reduzindo o custo por milha.
Benefícios adicionais: acesso a salas VIP, seguros e assistências só fazem sentido se o usuário efetivamente usar esses serviços; caso contrário, não compensam anuidades elevadas.
Dicas para acumular mais rápido
• Centralizar despesas no crédito quando não houver desconto em outras formas de pagamento.
• Usar shoppings de pontos de programas como Livelo e Esfera em épocas promocionais.
• Aguardar transferências bonificadas antes de mover pontos para companhias aéreas.
• Avaliar clubes de pontos apenas se houver necessidade de fluxo constante ou acesso a bônus exclusivos.
Anuidade: pagar ou fugir?
O cartão só compensa quando o valor das milhas geradas, somado aos benefícios realmente utilizados, supera o custo anual. Iniciantes com baixo volume de gastos tendem a preferir produtos com isenção por utilização mínima. Quem concentra despesas altas consegue extrair valor de cartões premium com pontuação superior.
Erros comuns
• Criar gastos apenas para pontuar.
• Desconsiderar o spread do dólar em compras internacionais.
• Deixar pontos expirarem.
• Acumular sem objetivo de resgate definido.
Na prática, o “melhor” cartão varia conforme perfil de consumo, metas de viagem e capacidade de pagar a fatura integralmente. Avaliar cada critério antes da contratação evita surpresas na anuidade e garante que as milhas representem economia real.
Para aprofundar como funcionam as anuidades dos principais bancos, visite a seção Cartão de Crédito em nosso site.
Com informações de Zero Hora



