São Paulo — Pelo menos dez bancos e fintechs já permitem dividir pagamentos via Pix, enquanto o Banco Central prepara a regulamentação do serviço para lançamento ainda em agosto. Há duas modalidades disponíveis: empréstimo pessoal, com desconto automático em conta, e uso do limite do cartão de crédito, com cobrança na fatura.
Como funciona
Na prática, a instituição antecipa o valor ao recebedor e concede crédito ao pagador. No empréstimo pessoal, as parcelas têm juros que, segundo as instituições, variam de 1,59% a 9,99% ao mês, de acordo com o perfil de risco. No modelo vinculado ao cartão, a operação pode começar sem encargos, mas juros do rotativo incidem em caso de atraso.
Contratação
A opção aparece no aplicativo bancário no momento da transferência ou da leitura do QR Code. A liberação depende de análise de crédito, renda e limite disponível. A Febraban lembra que o serviço será facultativo mesmo após a norma do BC.
Panorama do Pix
Desde o lançamento, em novembro de 2020, até junho de 2025, o Pix movimentou R$ 76,2 trilhões em 176,4 bilhões de transações. O valor médio por operação no período foi de R$ 1.362. O recorde diário ocorreu em 6 de junho de 2025, com 276,7 milhões de pagamentos que somaram R$ 135,6 bilhões.
Oferta por instituição
C6 Bank: Pix parcelado no cartão desde junho; juros a partir de 3,99% ao mês e até 12 parcelas.
Itaú Unibanco: opção no cartão para todos os clientes desde novembro de 2024; até 12 parcelas, juros definidos na simulação.
Inter: disponível desde outubro de 2023; juros a partir de 2,99% ao mês e parcelamento em até 18 vezes.
Santander: começa a liberar neste mês; no cartão, até 12 parcelas e pagamento inicial após até três faturas, juros a partir de 1,59% ao mês. Modalidade via empréstimo pessoal existe desde março de 2022.
will bank: oferece Pix no crédito desde abril de 2023 e Pix parcelado via linha de empréstimo desde novembro do mesmo ano; taxas personalizadas.
Mercado Pago: funcionalidade disponível desde 2021; até 12 parcelas, com tarifa fixa mais percentual conforme o número de prestações.
Nubank: Pix no crédito ativo desde julho de 2022; pagamento em até 12 vezes. Pix parcelado será lançado após a regulamentação do BC.

Imagem: www1.folha.uol.com.br
Bradesco: libera crédito vinculado ao Pix desde 2022 quando não há saldo; estuda expandir para modalidade no cartão.
Banco do Brasil: permite parcelar no ato da transferência a partir de R$ 100 por meio de empréstimo pessoal, com juros variáveis.
Banco PAN: Pix no cartão desde março de 2024 (juros a partir de 9,99% ao mês) e via empréstimo desde outubro do mesmo ano (juros a partir de 8,60% ao mês).
Orientações de especialistas
Educadores financeiros reforçam que a operação é um empréstimo e aconselham comparar custos com outras linhas, como consignado ou parcelamento convencional no cartão. Também recomendam avaliar se descontos oferecidos para pagamentos à vista compensam os juros embutidos no financiamento via Pix.
A regulamentação tende a uniformizar nomenclaturas, divulgação de taxas e processos de contestação, reduzindo riscos de confusão para os usuários, segundo analistas do setor de meios de pagamento.
Com a formalização das regras, o Banco Central espera facilitar o acesso ao crédito para cerca de 60 milhões de brasileiros que ainda não utilizam cartão de crédito.
Para mais informações sobre alternativas de crédito e planejamento financeiro, veja nosso conteúdo em Economia.
Com informações de Folha de S.Paulo



