Washington, 19 jan. – O setor bancário dos Estados Unidos enfrenta, nesta terça-feira (20), um desafio político após o presidente Donald Trump solicitar a imposição de um limite de 10% ao ano para as taxas de juros do cartão de crédito, válido por 12 meses.
O anúncio foi feito por Trump em 10 de janeiro e provocou queda imediata nas ações de grandes instituições, além de alertas dos bancos de que a medida pode restringir o acesso dos consumidores ao crédito. Até o momento, a Casa Branca não divulgou detalhes sobre o formato, a data exata de implementação ou o mecanismo de aplicação do teto.
Incógnita sobre como aplicar a regra
Especialistas em regulação avaliam que uma mudança tão abrangente dificilmente pode ser executada apenas por meio de ordens presidenciais ou de órgãos supervisores. Para eles, seria necessária aprovação de projeto no Congresso, onde tentativas semelhantes já fracassaram anteriormente.
Na sexta-feira (15), o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, indicou em entrevista à Fox Business Network que o governo considera a possibilidade de os bancos adotarem o limite voluntariamente, evitando a criação de nova legislação.
No mesmo dia, a agência Bloomberg informou que assessores presidenciais também discutem a viabilidade de uma ação executiva, segundo fontes próximas ao processo. A indefinição, contudo, mantém executivos do setor financeiro em estado de alerta às vésperas da data citada pelo presidente.
Possíveis saídas do mercado
Analistas ouvidos pelo mercado apontam que as instituições podem buscar um acordo com o governo, oferecendo linhas de cartão com juros reduzidos e benefícios menores para compensar a receita perdida. Ainda assim, há preocupação de que consumidores com maior risco deixem de ser atendidos caso o teto realmente entre em vigor.

Imagem: infomoney.com.br
Embora bancos e reguladores aguardem orientação oficial, a expectativa é de que qualquer decisão tenha forte impacto nas margens de lucro das operadoras de cartão e nos critérios de concessão de crédito ao longo de 2021.
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Com informações de InfoMoney



