O bitcoin (BTC) ampliou a trajetória de ganhos nesta terça-feira, 6 de janeiro, e completou seis pregões seguidos de alta em 2026, sem registrar um único dia negativo no ano. Às 10h34 (horário de Brasília), a criptomoeda avançava 1,1% em 24 horas, negociada a US$ 93.709, segundo o CoinGecko. Em reais, a cotação subia 0,1%, para R$ 506.053, de acordo com o Cointrader Monitor.
Na véspera, o ativo chegou a tocar US$ 94.800, maior valor desde novembro, acumulando recuperação após ter perdido pouco mais de 6% ao longo de 2025. O valor total de mercado de todas as criptomoedas soma atualmente US$ 3,3 trilhões.
Altcoins acompanham movimento
Entre as principais altcoins, o ether (ETH) valorizava 2,5%, para US$ 3.234. O XRP, da Ripple, subia 11,8%, a US$ 2,37; a solana (SOL) avançava 3,8%, para US$ 138,99; e o BNB, da Binance Smart Chain, ganhava 1,2%, cotado a US$ 913,65.
Razões para a alta
De acordo com a consultoria Vault Capital, o rali do bitcoin foi impulsionado pelo vencimento de opções em 26 de dezembro, que retirou as travas de preço em torno de US$ 90 mil. Antes disso, posições de proteção em derivativos levavam operadores a vender BTC no mercado à vista sempre que a moeda ameaçava superar essa faixa, explica a empresa.
Sem o bloqueio, a Vault aponta o intervalo de US$ 96.500 como próximo alvo natural para o ativo. No lado do suporte, a região de US$ 91.700 é vista como ponto de defesa contra possíveis correções.
Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, observa que o movimento atual é de consolidação: após testar US$ 94.800, o bitcoin recuou em direção ao suporte de US$ 93.000. Segundo ele, o mercado se divide entre realização de lucros de curto prazo e aposta na continuidade da alta, com resistência relevante em torno de US$ 98.900.

Imagem: Kanchanara via valor.globo.com
Fluxo em ETFs reforça sentimento
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista listados nos Estados Unidos registraram ontem entrada líquida de US$ 697,2 milhões. O IBIT, da BlackRock, liderou o fluxo comprador, com US$ 372,5 milhões, seguido pelo FBTC, da Fidelity, com US$ 191,2 milhões.
Nos ETFs de ether, o saldo foi positivo em US$ 168 milhões, puxado pelo ETHA, também da BlackRock, que recebeu US$ 102,9 milhões. Já os ETFs de solana acumularam entradas líquidas de US$ 16,8 milhões.
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Com informações de Valor Econômico



