O Brasil segue ocupando o segundo lugar no ranking global de juros reais depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir, na quarta-feira (28), manter a taxa Selic em 15% ao ano. O levantamento, compilado pela plataforma MoneYou, calcula os juros reais subtraindo a inflação projetada para os próximos 12 meses da taxa nominal.
Com a decisão, a taxa real brasileira ficou em 9,23% ao ano, atrás apenas da Rússia, que lidera o ranking com 9,88%. A Argentina aparece em terceiro lugar, registrando 7,63%, enquanto a Turquia caiu para a quarta posição, com 6,45%.
Maiores juros reais
1.º lugar – Rússia: 9,88%
2.º lugar – Brasil: 9,23%
3.º lugar – Argentina: 7,63%
4.º lugar – Turquia: 6,45%
Segundo o relatório, o Brasil ainda enfrenta incertezas em relação ao controle da inflação, influenciadas sobretudo pelo nível de gastos públicos. Por outro lado, o índice de preços apresenta sinais de alívio em diversos segmentos, reflexo da valorização do real e da desaceleração da atividade econômica provocada pelos juros altos.
Juros nominais
No recorte nominal (sem descontar a inflação), o Brasil permanece na quarta posição global. O ranking é liderado pela Turquia (37,00% ao ano), seguida pela Argentina (29,00%) e pela Rússia (16,00%). Na sequência, aparecem Brasil (15,00%), Colômbia (9,25%) e México (7,00%).
A manutenção da Selic, em nível mais alto desde julho de 2006, marcou a quinta decisão consecutiva do Copom sem alteração da taxa. No comunicado, a autoridade monetária indicou possibilidade de iniciar o ciclo de cortes a partir da reunião de março, caso o cenário inflacionário permita.
Imagem: g1.globo.com
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Em resumo, mesmo sem ajustes na Selic, o Brasil continua entre os países com maior juro real do planeta, cenário que o Banco Central pretende começar a alterar nos próximos meses se a inflação permanecer sob controle.
Com informações de G1



