O Brasil passou a integrar o Mangrove Breakthrough, principal plataforma mundial dedicada à preservação e à recuperação de manguezais, reforçando sua imagem de liderança na agenda ambiental às vésperas da COP30, que ocorrerá em Belém (PA) em 2025.
O movimento reúne 37 governos, cerca de 20 instituições financeiras e mais de 100 organizações da sociedade civil. O objetivo é captar US$ 4 bilhões até 2030 para restaurar 15 milhões de hectares de manguezais em todo o planeta, ecossistemas considerados essenciais para a biodiversidade, a proteção costeira e a mitigação das mudanças climáticas.
A entrada do país na iniciativa ocorre em um momento estratégico. Com a futura conferência do clima programada para a Amazônia, o governo busca consolidar a posição brasileira como articulador de políticas globais de clima e biodiversidade.
O compromisso do Mangrove Breakthrough vai além do financiamento. A coalizão pretende criar mecanismos de cooperação técnica, facilitar o acesso a linhas de crédito verdes e incentivar pesquisas voltadas à regeneração de áreas degradadas. Ao aderir, o Brasil poderá acessar esse apoio e, ao mesmo tempo, compartilhar experiências de programas nacionais de conservação.
Atualmente, o país abriga uma das maiores extensões de manguezais do mundo, distribuídas principalmente ao longo da costa norte e nordeste. Esses ambientes funcionam como berçários naturais para diversas espécies marinhas, além de serem barreiras contra a erosão e sumidouros naturais de carbono.
Ao anunciar a participação no Mangrove Breakthrough, representantes do governo ressaltaram que a medida complementa iniciativas já em curso, como o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa e projetos de monitoramento costeiro. A expectativa é que a parceria facilite a canalização de recursos internacionais e atraia investimentos privados para ações de campo.

Imagem: valor.globo.com
Para os organizadores da COP30, a adesão brasileira reforça o discurso de que o encontro em Belém deve produzir resultados concretos, especialmente na convergência entre clima, biodiversidade e financiamento climático. O país pretende usar o evento para impulsionar compromissos multilaterais, destacando a importância dos manguezais como solução baseada na natureza.
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Com informações de Valor Econômico


