Brasil aposta em Santos Dumont, babaçu e café para conquistar a Copa do Mundo de Panificação

São Paulo – O Brasil inicia nesta terça-feira (20) sua campanha na Coupe du Monde de la Boulangerie, em Paris, levando à competição uma homenagem em pão ao inventor Alberto Santos Dumont e receitas que destacam ingredientes nacionais como babaçu e café.

Trio escalado

O time verde-amarelo é composto por Fernando de Oliveira, 45 anos, responsável pelos pães rústicos; Evelin Karine, 28, encarregada de folhados, brioches e croissants; e Fabrício Oliveira de Lima, 42, autor da peça artística que retrata Santos Dumont e o 14-bis em uma estrutura comestível de, pelo menos, 1,40 m de altura.

Retas finais de preparação

Nas últimas semanas, o trio treinou na padaria de Fernando, em Vinhedo (SP), cumprindo rotinas de oito horas para ajustar técnicas e entrosamento. Ao todo, deverão produzir cerca de 20 preparações diferentes em oito horas de prova, após duas horas de pré-preparo no dia anterior.

Sabores brasileiros em destaque

Para surpreender os jurados, a equipe apresentará:

  • Pão de inovação sustentável – mistura farinha de babaçu, infusão de casca de maçã, resíduos de malte tostado e farinha de rosca, atendendo à proposta de reaproveitamento de insumos;
  • Pão orgânico e nutricional – leva farinha de espelta, sementes de abóbora, linhaça, aveia e castanha-do-pará moídas na hora;
  • Pão aromático do Brasil – combina café, amendoim, castanha de caju, castanha-do-pará e rapadura.

Desafio climático

Evelin salientou que a principal dificuldade será adaptar as massas delicadas às baixas temperaturas do inverno parisiense. Enquanto no interior paulista os termômetros marcam acima de 30 °C, a competição ocorre em ambiente frio, exigindo mudanças no manejo da fermentação.

Adversários e histórico

Fundada em 1992, a Copa do Mundo de Panificação reúne dez países. Nesta edição, além do Brasil, participam Estados Unidos, Canadá, França, Dinamarca, Marrocos, Senegal, Coreia do Sul, Japão e Taipei (China). Os franceses, atuais campeões, somam quatro títulos, seguidos por Japão, EUA, Coreia do Sul, China e Taipei.

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Imagem: g1.globo.com

Investimento pessoal

Sem premiação em dinheiro, os competidores contam com patrocínio parcial e recursos próprios para custear passagens, hospedagem e insumos. “Queremos mostrar ao mundo a evolução da panificação brasileira”, afirmou Fernando. Para Fabrício, o esforço vale pelo potencial de inspirar novos profissionais no país.

Com início nesta terça, a competição será concluída após três dias de provas. O resultado final definirá se o 14-bis de pão e os sabores brasileiros levantarão a taça em solo francês.

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Com informações de G1