Usar cartão para pagar compras tornou-se rotina em todo o mundo devido à rapidez e à praticidade, mas essa comodidade pode custar caro. Uma meta-análise publicada em 2024 no Journal of Retailing avaliou 71 estudos, com dados de mais de 11 mil consumidores, e concluiu que pagamentos eletrônicos tendem a aumentar os gastos em comparação ao dinheiro em espécie.
O que dizem os números
Os pesquisadores identificaram uma correlação direta entre o uso de cartões e valores mais altos desembolsados no ponto de venda. Embora o impacto não seja considerado “significativo” em termos estatísticos, o método de pagamento aparece como fator relevante na decisão de compra.
Por que o plástico pesa no bolso
Segundo o economista Richard Whittle, da Salford Business School, ouvido pela BBC, a facilidade de aproximar o cartão ou o celular do leitor várias vezes ao dia favorece compras por impulso. Já o ato de “ver” o dinheiro sair da carteira funciona como freio psicológico, porque o consumidor percebe imediatamente a redução de notas e moedas.
Caminhos para reduzir o impulso
Especialistas admitem que abandonar completamente o cartão é pouco provável depois de tantos avanços em meios de pagamento. Ainda assim, recomendam retomar o uso de cédulas em algumas situações ou, ao menos, planejar as compras com antecedência. A estratégia ajuda a manter controle mais rígido sobre o orçamento e evita que a conveniência vire fonte de endividamento desnecessário.
Em resumo, a pesquisa reforça que a forma de pagamento influencia o comportamento de consumo. Avaliar quando vale a pena usar dinheiro vivo pode fazer diferença no saldo final do mês.
Imagem: executivedigest.sapo.pt
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Com informações de Executive Digest

