Mesmo com o quinto aniversário do Pix consolidando o sistema de transferências instantâneas como preferido de muitos brasileiros, os cartões seguiram em alta no terceiro trimestre de 2025. De julho a setembro, crédito, débito e pré-pagos movimentaram R$ 1,1 trilhão, alta de 10,5% em relação ao mesmo período de 2024, informou a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
Cartão de crédito lidera
O crédito respondeu pela maior fatia: R$ 794,7 bilhões, avanço anual de 15,2%. Segundo a entidade, 42,7% desse montante foi parcelado sem juros, e 64,5% das compras a prazo foram quitadas em até seis parcelas.
Pagamentos por aproximação dominam lojas físicas
A tecnologia sem contato manteve trajetória de rápida adoção. Em 2020, representava 3,9% das transações presenciais; no trimestre analisado chegou a 72,8%. A Abecs estima que a participação supere 80% até o fim de 2026.
Débito avança no ambiente online
As compras não presenciais somaram R$ 292,8 bilhões, 19,4% acima do registrado um ano antes. Dentro desse segmento, o cartão de débito surpreendeu com crescimento de 26,2% no trimestre e de 471,1% desde 2019, impulsionado por carteiras digitais, aplicativos e redes sociais.
Impactos dos juros
A preferência por meios de pagamento à vista, como Pix e débito, é atribuída pela Abecs ao contexto de juros elevados: a taxa Selic estava em 15% ao ano no fim de setembro, enquanto o rotativo do cartão atingia 451% ao ano.
Setores e regiões
No varejo, Livrarias e papelarias lideraram a expansão, com aumento de 83,6% no valor transacionado. Alimentação (+22,6%) e Eletrônicos/Eletrodomésticos (+21,1%) vieram na sequência. Entre os serviços, Profissionais Liberais cresceram 42,3%, e Serviços Médicos, 25,6%.
Regionalmente, o Sudeste concentrou 57,8% das operações (R$ 596,8 bilhões), incremento de 6,8% em 12 meses. O Nordeste apresentou a maior variação percentual: 15,6%, movimentando R$ 143,2 bilhões. Sul (R$ 158,7 bilhões, +7,9%), Centro-Oeste (R$ 89 bilhões, +10,9%) e Norte (R$ 45,4 bilhões, +11,7%) também avançaram.
Imagem: em.com.br
Gastos no exterior
Pagamentos de brasileiros fora do país atingiram US$ 4,8 bilhões (R$ 26,3 bilhões), aumento de 16,5%. EUA e Europa concentraram 76,8% das despesas, mas a Oceania mostrou o maior salto percentual: 558,4%, chegando a R$ 1,3 bilhão.
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Os números reforçam o protagonismo dos cartões, mesmo em um cenário de rápida adoção do Pix, e indicam tendências como o crescimento do contactless e do débito em compras online.
Com informações de Estado de Minas

