Chanel consolida liderança global de desejo no The Lyst Index pelo segundo trimestre consecutivo

TÍTULO: Chanel consolida liderança global de desejo no The Lyst Index pelo segundo trimestre consecutivo

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Chanel mantém a posição de marca mais desejada do mundo no The Lyst Index pelo segundo trimestre seguido, impulsionada por lançamentos estratégicos, crescimento de 16% na receita semestral e a direção criativa de Matthieu Blazy.

Metodologia do The Lyst Index reforça a hegemonia da maison

No levantamento referente ao 2º trimestre de 2026, o The Lyst Index analisou aproximadamente 160 milhões de interações para determinar as marcas mais quentes da moda. O ranking considera três variáveis principais — desejo, demanda e descoberta — cruzando volume de buscas, taxa de conversão e engajamento em redes sociais. Nesse cenário, a Chanel assegurou novamente o topo, seguida por Miu Miu, que subiu duas posições, e Dior, que permaneceu em terceiro.

Entre os destaques adicionais da tabela, a Saint Laurent perdeu duas posições, enquanto Massimo Dutti avançou oito degraus. A estreia de Phoebe Philo e o retorno de Jacquemus ao índice ilustram a dinâmica competitiva do setor, mas nenhuma movimentação foi suficiente para desbancar a supremacia da marca fundada por Gabrielle Chanel.

Lançamentos Coco Beach e Métiers d’Art impulsionam buscas on-line

A estratégia de produtos desempenhou papel central na manutenção da visibilidade digital da grife. O lançamento das coleções Coco Beach e Métiers d’Art 2026 registrou picos de procura em plataformas de pesquisa e redes sociais. De acordo com o relatório, as buscas por óculos de sol da Chanel cresceram 70% em comparação com o trimestre anterior, sinalizando forte correlação entre novidade de portfólio e tráfego orgânico.

A divulgação de campanhas visuais com cenários tropicais para Coco Beach, aliada a materiais exclusivos de ateliês artesanais para Métiers d’Art, reforçou o posicionamento de luxo aspiracional e atemporal. Esses atributos ampliaram a taxa de conversão on-line e sustentaram o KPIs de notoriedade do trimestre.

Desempenho financeiro: avanço de 16% na receita sustenta crescimento

Dados apurados pela Bloomberg e repercutidos pela Reuters indicam que a receita comparável da Chanel cresceu cerca de 16% no primeiro semestre de 2026. A divisão de moda, responsável por aproximadamente 60% do faturamento, apresentou expansão em ritmo semelhante. Já as categorias de relógios e joias despontaram com incremento de 35%, impulsionadas por vendas robustas nos Estados Unidos, China e Oriente Médio.

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O contraste fica evidente ao comparar o desempenho com outros conglomerados do setor. A divisão de moda e artigos de couro da LVMH recuou 1% organicamente no primeiro semestre, enquanto a Richemont avançou 20%, porém alicerçada majoritariamente em joalheria. A Chanel, por sua vez, demonstrou capacidade singular de acelerar simultaneamente moda, acessórios e hard luxury.

Matthieu Blazy moderniza códigos históricos sem diluir herança

A chegada de Matthieu Blazy à direção artística em dezembro de 2024 é apontada por analistas como vetor de renovação. Ex-Bottega Veneta, o designer apresentou sua primeira coleção para a Chanel em 6 de outubro de 2025 durante a Semana de Moda de Paris. O cenário do Grand Palais exibiu planetas gigantes, sugerindo ruptura visual, enquanto peças em tweed ganharam proporções soltas e novas texturas.

Na coleção Fall/Winter 2026, Blazy aprofundou a proposta com saias de cintura baixa, blazers de ombros marcados e materiais como lurex, silicone e gaze. A crítica especializada destacou a habilidade de preservar ícones — como o duplo C e as camélias — ao mesmo tempo em que introduz silhuetas contemporâneas. O equilíbrio entre heritage e inovação tem se refletido em alta intenção de compra, evidenciada pelo desempenho do The Lyst Index e pelos resultados financeiros.

Perspectivas: expansão controlada e foco em experiência omnichannel

Com a manutenção da liderança no The Lyst Index, incremento de vendas multirregional e adoção de uma linguagem criativa renovada, a Chanel consolida um ciclo de crescimento consistente em 2026. A continuidade desse movimento depende da execução de duas frentes: otimizar a distribuição seletiva para preservar exclusividade e ampliar recursos de clienteling digital, reforçando o contato direto com consumidores de alto valor. Analistas projetam que a combinação de notoriedade de marca, portfólio diversificado e direção artística coesa tende a sustentar a hegemonia da maison no curto e médio prazos.