Em crônica publicada nesta semana, o jornalista Eduardo Affonso descreveu impressões de uma recente passagem por Brasília, destacando tanto a imponência de seus prédios públicos quanto a desigualdade visível nas áreas mais afastadas do Plano Piloto.
O texto menciona que a capital federal, projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, ganha novo fôlego visual após períodos de chuva, quando a umidade reduz a poeira típica da seca. Affonso observa que, nessas ocasiões, jardins e gramados ressurgem e a cidade retoma o aspecto de “utopia” sonhada nos anos 1960.
Entre os pontos citados está o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, descrito como “metáfora de concreto armado” e exemplo de integração entre arquitetura, arte e paisagismo. O colunista lembra que o edifício, projetado por Niemeyer, reúne obras de artistas como Athos Bulcão e Ceschiatti e mobiliário assinado por Sérgio Rodrigues.
No contraponto, Affonso recomenda que qualquer visitante inclua no roteiro a região do Sol Nascente, localizada a cerca de 30 quilômetros do centro. Segundo o autor, o local é hoje uma das maiores favelas do país e evidencia o “Brasil real” que não recebe a mesma atenção reservada aos monumentos da Esplanada dos Ministérios.
Ao longo da coluna, o jornalista reflete sobre o simbolismo de Brasília, desde a Catedral Metropolitana até o Palácio da Alvorada, e compara a capital planejada com antigas referências do Rio de Janeiro, destacando diferenças de projeto urbanístico e de ambição nacional.
Affonso também menciona que o clima seco — comum entre maio e setembro — pode causar desconforto aos turistas, recomendando visitas após períodos chuvosos para evitar problemas respiratórios.
Imagem: Jorge William via oglobo.globo.com
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Resumo: a crônica propõe uma “peregrinação” a Brasília para enxergar, simultaneamente, o ideal arquitetônico concebido há seis décadas e os desafios sociais que persistem em torno da capital.
Com informações de O Globo



