O Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 68,2 bilhões nas contas externas, o maior saldo negativo em 11 anos, informou o Banco Central nesta segunda-feira (27). O valor representa 3,04 % do Produto Interno Bruto (PIB).
Impacto do comércio exterior
Segundo a autoridade monetária, o principal fator para o avanço do déficit foi a redução do superávit da balança comercial. A receita com exportações não cobriu os gastos com importações ao longo do ano, ampliando o buraco nas transações correntes.
O desempenho foi agravado pelo chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que aumentou o custo de produtos brasileiros no mercado norte-americano e reduziu a competitividade dos embarques do país. A menor demanda externa afetou diretamente o saldo comercial, contribuindo para o resultado negativo.
Reflexos sobre câmbio e política econômica
Economistas ouvidos pelo Banco Central avaliam que o déficit elevado coloca pressão adicional sobre o real, podendo influenciar decisões de política econômica. Entre as medidas em discussão estão ajustes nas taxas de juros e eventuais intervenções no mercado cambial para conter impactos sobre a inflação e o crescimento.
Para conhecer outros indicadores que afetam o bolso do consumidor, confira a seleção de análises disponíveis na seção de Economia do Capital Financeiro.
Imagem: noticias.r7.com
O resultado de 2025 interrompe uma sequência de anos de déficits mais moderados e reacende o debate sobre a necessidade de estímulos às exportações, diversificação de mercados e políticas de atração de investimentos externos.
Com informações de R7



