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Doação de US$ 300 milhões fortalece Plano de Ação de Belém para a Saúde

    Instituições filantrópicas internacionais confirmaram nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, a liberação de US$ 300 milhões ao Plano de Ação de Belém para a Saúde, apresentado pelo governo brasileiro durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém.

    O aporte foi anunciado pela Coalizão para o Clima e o Bem-Estar da Saúde, grupo que engloba cerca de 35 milhões de pessoas em diversos países. Uma das entidades participantes, a britânica Wellcome Trust, destacou a relevância dos recursos. “Estamos comprometidos em financiar ações integradas que enfrentem as causas das mudanças climáticas e seus impactos na saúde”, afirmou o diretor de Clima e Saúde da organização, Alan Dangour.

    Adesão global

    De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o plano já conta com o apoio de 40 nações e de outras 40 instituições e organizações sociais. Entre os signatários estão Reino Unido, Canadá, México, Colômbia e Uruguai. O Reino Unido, que preside o G20, auxiliará o Brasil na busca por novas adesões.

    Padilha classificou a crise climática como “um dos principais determinantes sociais da saúde” e ressaltou a intenção de mobilizar mais países por meio do Brics. Ele enfatizou ainda o papel regional do Brasil na iniciativa, sobretudo no continente americano.

    Prioridade às populações vulneráveis

    No âmbito nacional, o Plano de Ação de Belém para a Saúde será implementado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As adaptações incluem adequações de prédios, logística de insumos e coleta de dados, levando em conta as particularidades de cada região.

    Doação de US$ 300 milhões fortalece Plano de Ação de Belém para a Saúde - Imagem do artigo original

    Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

    Os recursos serão direcionados prioritariamente a grupos mais expostos aos efeitos das mudanças climáticas, como comunidades negras, indígenas e mulheres em situação de vulnerabilidade social. “As mudanças climáticas não afetam todas as populações da mesma forma”, observou o ministro.

    Para seguir atualizado sobre investimentos internacionais e políticas públicas que impactam o país, acesse a seção de Economia do nosso portal.

    Com informações de Agência Brasil