Bruxelas – O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) avisou que a circulação de vírus transmitidos por mosquitos está mais longa, intensa e espalhada pelo continente, tendência que pode se consolidar como “novo normal”. A diretora da agência, Pamela Rendi-Wagner, destacou que o órgão trabalha com os países-membros para oferecer apoio técnico e recomendações de saúde pública sob medida.
Clima favorece proliferação
Segundo o ECDC, temperaturas mais altas, verões prolongados, invernos amenos e alterações no regime de chuvas criam condições ideais para a multiplicação dos vetores. O cenário é reforçado pelo aumento das viagens internacionais, fator que facilita a introdução e o espalhamento de patógenos.
Expansão do Aedes albopictus
O Aedes albopictus, transmissor de chikungunya, dengue e zika, já foi detectado em 369 regiões de 16 países europeus. Em 2014, o inseto estava presente em 114 áreas, o que significa crescimento de mais de três vezes em cerca de dez anos.
Recorde de surtos de chikungunya
Em 2025, o continente somou 27 surtos de chikungunya, número classificado pelo ECDC como recorde. O dado inclui o primeiro caso autóctone notificado na região da Alsácia, nordeste da França, latitude até então considerada pouco propícia à circulação do vírus.
Vírus do Nilo Ocidental atinge novas áreas
No mesmo período, infecções pelo vírus do Nilo Ocidental foram registradas pela primeira vez nas províncias italianas de Latina e Frosinone, além do condado de Sălaj, na Romênia. O ECDC informou que 2025 apresentou o maior total de casos da doença em três anos, com pico previsto para agosto ou setembro.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Orientações atualizadas
Para apoiar as autoridades, o centro publicou diretrizes que abrangem vigilância, prevenção e controle de chikungunya, dengue e zika. As recomendações contemplam desde países que já convivem com esses vírus até aqueles sem experiência prévia com doenças transmitidas por mosquitos.
Quer entender como mudanças climáticas afetam também o bolso dos brasileiros? Leia mais na seção de Economia e acompanhe os impactos financeiros de eventos globais.
Com informações de Agência Brasil



