A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) elogiou, nesta quinta-feira (11), a nova determinação do Banco Central que endurece o controle sobre contas bancárias usadas como “laranjas”. Para a entidade, a regra representa um passo decisivo na prevenção de fraudes e no bloqueio de operações de lavagem de dinheiro realizadas por organizações criminosas.
De acordo com a Febraban, o normativo do BC reforça os mecanismos de monitoramento ao exigir que instituições financeiras identifiquem e interrompam rapidamente movimentações atípicas em contas de pessoas físicas e jurídicas. O objetivo é impedir que contas alugadas ou abertas com dados falsos recebam e pulverizem recursos de origem ilícita.
Embora considere a medida “fundamental”, a federação destacou que o combate às contas laranjas deve avançar para o banimento permanente dos CPFs ligados a essas fraudes. Na avaliação dos bancos, excluir os registros suspeitos do sistema financeiro evitará que os mesmos titulares voltem a atuar como intermediários em novos esquemas.
O uso de contas laranjas cresceu nos últimos anos, acompanhando a expansão dos pagamentos digitais e a popularização do PIX. Investigações da Polícia Federal apontam que esses cadastros são peças centrais na ocultação de valores obtidos com crimes como estelionato, tráfico e corrupção.
Com a nova regra em vigor, as instituições deverão reforçar processos de “know your customer” (KYC) e reportar ao Banco Central qualquer indício de irregularidade. A Febraban afirmou que já orienta seus associados sobre ajustes operacionais necessários para atender à regulamentação.
Para saber mais sobre as iniciativas que impactam o setor financeiro, confira também nossa cobertura em Economia.
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Segundo a federação, a adoção de instrumentos mais rígidos traz maior segurança para clientes e para o sistema bancário como um todo, reduzindo o risco de contaminação por recursos ilícitos.
Com o fortalecimento das barreiras contra contas laranjas, a Febraban acredita que será possível elevar a confiança nas transações eletrônicas e proteger o mercado de pagamentos. A entidade reforçou que continuará colaborando com o BC para aperfeiçoar mecanismos de prevenção às fraudes.
Com informações de Valor Econômico



