Rio de Janeiro – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira, 15 de agosto, que as próximas eleições presidenciais podem não ser reconhecidas pelos Estados Unidos caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, permaneça fora da corrida ao Palácio do Planalto.
A declaração foi feita durante a entrega de novas viaturas à Polícia Militar do Rio de Janeiro, cerimônia realizada no Centro do Rio, com a presença do governador Cláudio Castro (PL). Flávio classificou o cenário como um “destino trágico e previsível” e sustentou que a ausência de Jair Bolsonaro tornaria o pleito “ilegítimo”.
O senador também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de conduzir uma “perseguição injusta” contra o ex-presidente. “Buscam-se novos crimes apenas com base na vontade de Alexandre de Moraes. Até ministros do STF já sabem que ele foi longe demais”, declarou.
Flávio afirmou ainda que Moraes teria cometido crime de responsabilidade ao incluir o pastor Silas Malafaia no inquérito que apura suposta obstrução de justiça na tentativa de golpe de Estado. Ele defendeu o impeachment do ministro e pediu uma “anistia ampla, geral e irrestrita” a investigados e condenados pelos fatos de 8 de janeiro de 2023.
No mesmo dia, o presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, agendou para 2 de setembro a primeira sessão de julgamento da ação penal que envolve Jair Bolsonaro na investigação sobre tentativa de golpe.
Ao encerrar seu discurso, Flávio disse ter esperança de ver o pai novamente em campanha: “Quero crer que muito em breve o presidente Bolsonaro estará de volta às ruas, fazendo o que gosta, nos braços do povo e, sim, como candidato à Presidência da República”.
Imagem: g1.globo.com
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O senador concluiu afirmando que, sem a participação de Jair Bolsonaro, o Brasil corre o risco de ver o resultado das urnas questionado por parceiros internacionais, citando especificamente o governo dos Estados Unidos.
Com informações de g1