O governo federal publicou, nesta sexta-feira (data do Diário Oficial da União mencionada no texto original), resolução que modifica as regras de subscrição de riscos no Seguro de Crédito à Exportação e passa a incluir o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como agente de cobertura. A medida integra a estratégia para ampliar a presença de empresas brasileiras em mercados alternativos, diante do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.
Segundo o Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, a inclusão do FGCE tem como objetivo facilitar o acesso de pequenas e médias empresas às garantias necessárias para vender ao exterior. Hoje, esse segmento enfrenta dificuldade para contratar crédito e seguro, fatores apontados como barreiras à diversificação da base exportadora.
Pressão tarifária acelera busca por acordos
Desde que Washington elevou tarifas sobre inúmeros itens importados, empresários brasileiros intensificaram a procura por compradores em outras regiões. No plano diplomático, Brasília tenta avançar em entendimentos comerciais, como o acordo Mercosul-União Europeia, citado por técnicos do governo como prioridade para reduzir a dependência do mercado norte-americano.
Integrantes da equipe econômica avaliam que a política tarifária dos EUA, descrita como imprevisível, estimula um redesenho das cadeias globais de fornecimento. Países considerados mais estáveis tornam-se destino preferencial dos fluxos de comércio, cenário que o Brasil pretende aproveitar por meio de reformas que melhorem a competitividade.
Pequeno exportador no foco
Ao comentar as mudanças, Haddad destacou que ampliar o número de pequenos exportadores é passo fundamental para sustentar o crescimento das vendas externas. A expectativa é que o novo modelo de seguro reduza custos operacionais e aumente a segurança das transações, oferecendo proteção contra riscos comerciais e políticos.
Imagem: Patricia Monteiro via oglobo.globo.com
Com a resolução em vigor, o governo espera acelerar o ritmo das exportações já nos próximos trimestres, enquanto negocia novos tratados e incentiva o setor privado a diversificar destinos.
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Com informações de O Globo



