O Ministério de Minas e Energia informou nesta segunda-feira (20) que a exploração de petróleo na Margem Equatorial, próxima à Foz do Rio Amazonas, poderá atrair cerca de 300 bilhões de reais (48 bilhões de euros) em investimentos e gerar mais de 300 mil empregos diretos e indiretos nas próximas décadas.
A estimativa foi divulgada após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder à Petrobras licença ambiental para perfurar um poço exploratório em águas profundas no bloco FZA-M-059, situado a 500 quilômetros da foz do rio e a 175 quilômetros da costa do Amapá.
Estrutura de resposta reforçada
Segundo o governo, a estatal montou a maior operação de contingência já vista no país para um único poço, com 13 embarcações de apoio aptas a atuar em caso de emergência. A perfuração deve começar imediatamente, com duração prevista de cinco meses, e tem caráter exclusivamente exploratório; não há produção de petróleo nesta etapa.
Empregos, royalties e arrecadação
A pasta estima que, caso sejam confirmadas reservas economicamente viáveis, a arrecadação de impostos e royalties poderá superar 1 trilhão de reais (160 bilhões de euros) ao longo do período de produção. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou a liberação do Ibama, destacando que “a Margem Equatorial representa o futuro da soberania energética do Brasil”.
Equilíbrio entre exploração e transição energética
O governo federal, comandado pelo presidente Lula da Silva, afirma que a exploração de petróleo e gás deverá caminhar paralelamente a políticas de descarbonização, expansão de biocombustíveis e outras iniciativas de transição energética. Lula vem defendendo publicamente que a renda gerada pelos novos campos poderá financiar metas de redução de emissões.
Preocupações ambientais
Organizações não governamentais e ativistas ambientais manifestaram receio quanto a possíveis impactos de um derrame de óleo numa área considerada sensível do ponto de vista socioambiental. A autorização foi concedida a menos de um mês da COP30, que ocorrerá em Belém (PA), aumentando a atenção internacional sobre o tema.

Imagem: calor e baixo nível da albufeira via sustentix.sapo.pt
Estudos preliminares apontam potencial de 10 bilhões de barris recuperáveis na Margem Equatorial, uma das fronteiras exploratórias mais promissoras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia. A Petrobras pretende usar os dados obtidos na perfuração para avaliar a viabilidade econômica do campo.
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Resumo: A licença concedida à Petrobras para perfurar um poço a 500 km da Foz do Amazonas pode abrir uma nova fronteira de petróleo no país, com previsão de €48 bilhões em investimentos, criação de 300 mil postos de trabalho e arrecadação superior a R$ 1 trilhão. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba mais sobre como esse tema pode afetar a economia brasileira.
Com informações de Sustentix


