Indecisos mantêm eleição presidencial em aberto: Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados, indica BTG Pactual/Nexus

Faltando seis dias para o primeiro turno, apenas 7% dos eleitores ainda indefinidos carregam o poder de decidir quem ocupará o Palácio do Planalto, segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus, que revela empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.

Desempenho numérico no primeiro e segundo turnos

A sondagem, realizada entre 25 e 27 de setembro por telefone com 2.000 entrevistados, apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No cenário estimulado do primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, avanço de dois pontos em relação à rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro mantém 37%. O escritor Augusto Cury e o ex-governador Ronaldo Caiado aparecem com 5% cada; Renan Santos, 4%; e Romeu Zema, 1%. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.

Em possível segundo turno, o levantamento aponta 46% para Lula contra 44% de Flávio, diferença dentro da margem estatística. Situações semelhantes surgem nas simulações com outros adversários: contra Caiado, o placar é 46% a 42%; frente a Cury, 46% a 41%; diante de Zema, 48% a 39%; e contra Renan Santos, 48% a 37%.

Distribuição regional das intenções de voto

O recorte por regiões reforça disparidades históricas no comportamento eleitoral. No Nordeste, Lula mantém vantagem significativa com 53% ante 30% de Flávio. Já no Sudeste, concentração de cerca de 42% do eleitorado nacional, o confronto é equilibrado: 40% para o petista contra 39% para o senador. No Sul, o polo se inverte: Flávio lidera com 42%, enquanto Lula marca 32%. Essas oscilações regionais indicam que o desempenho nos maiores colégios eleitorais tende a ser decisivo, sobretudo onde a diferença se mantém dentro do erro amostral.

A pesquisa espontânea—quando o entrevistado cita o nome sem estímulo—confirma a mesma tendência: 41% mencionam Lula e 35% indicam Flávio. Especialistas consideram esse formato mais próximo do momento real de voto, pois as urnas não apresentam lista nominal completa ao eleitor.

Convicção do eleitorado e índice de rejeição

O estudo mostra que 92% dos entrevistados declaram voto consolidado no segundo turno, enquanto somente 7% admitem mudar de escolha—grupo capaz de alterar o resultado final. No primeiro turno, a convicção chega a 87%, com 12% de voláteis. A rejeição continua elevada para ambos os líderes: Flávio Bolsonaro é recusado por 51%, e Lula, por 48%. Embora as variações não ultrapassem o limite de erro, a alta taxa de recusa impõe aos candidatos a necessidade de diminuir resistência entre eleitores que hoje os descartam “de jeito nenhum”.

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O cruzamento das respostas reforça a polarização: 44% votariam em Lula e rejeitam Flávio; 41% aceitam Flávio e rechaçam Lula; apenas 3% afirmam desconhecer um ou ambos os nomes.

Principais fatores que orientam a escolha de voto

Questionados sobre a motivação primária, 33% apontam a economia—incluindo emprego, renda e inflação—como elemento crucial. Em seguida vêm as acusações de corrupção, citadas por 29%; saúde pública, 24%; educação e segurança, ambas com 21%; e a própria situação financeira individual, 11%. Além disso, 27% mencionam rejeição explícita a um dos postulantes como razão determinante, o que reforça a relevância do voto “contra” em cenário de forte polarização.

No histórico recente da série BTG Pactual/Nexus, a distância entre Lula e Flávio variou de três a cinco pontos percentuais no primeiro turno. Apesar das oscilações, nenhuma ruptura significativa foi consolidada, sinalizando estabilidade relativa e sensibilidade a eventos de alto impacto, como o debate final de campanha e anúncios econômicos de curto prazo.

Conclusão técnica e próximos marcos do processo eleitoral

Com margem de erro estreita e elevado grau de convicção dos entrevistados, o pleito presidencial de 2026 permanece tecnicamente indefinido. A pesquisa BTG Pactual/Nexus confirma que cerca de 7% de eleitores indecisos concentram a capacidade de inclinar o resultado tanto no primeiro quanto no segundo turno. A campanha agora volta-se para estratégias de mobilização desse contingente, principalmente nos grandes centros urbanos do Sudeste. Eventos programados para a última semana—debates televisivos, divulgações de indicadores econômicos e ajustes no tom de campanha—podem redefinir preferências nesse grupo-chave. Até a apuração final, a correlação de forças tende a seguir sensível a variações mínimas, mantendo o quadro eleitoral aberto.

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