Motoristas brasileiros enfrentarão em 2026 um cenário de grande disparidade na cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Dependendo da unidade da federação, a alíquota aplicada a um mesmo modelo pode variar de 1,5% a 4% do valor venal, o que representa quase três vezes de diferença no desembolso anual.
O Amazonas passa a liderar o ranking de menor tributação depois de oficializar cortes que fixam a alíquota em 1,5% para carros populares e motos de baixa cilindrada, além de 1% para caminhões, ônibus e veículos pesados. Na prática, um automóvel avaliado em R$ 73 mil pagará R$ 1.095 no estado.
No Paraná, referência tradicional em IPVA reduzido, a taxa foi mantida em 1,9%. Com isso, o mesmo carro popular custará R$ 1.387 em impostos. Santa Catarina, Espírito Santo e Acre aparecem logo depois com 2%.
Estados com maior peso no bolso
Na outra ponta, as três unidades mais populosas do país mantêm a carga tributária no teto de 4%. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o IPVA de um veículo de R$ 73 mil atinge R$ 2.920, valor R$ 1.825 superior ao cobrado no Amazonas.
Ranking de alíquotas para carros de passeio
1,5% – Amazonas (carros populares e motos)
1,9% – Paraná
2% – Santa Catarina, Espírito Santo, Acre
2% – Tocantins
≈2,4% – Pernambuco
2,5% – Paraíba, Pará, Bahia
2,5% a 3% – Sergipe, Piauí
Imagem: seudinheiro.com
3% – Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Amapá
3,5% – Distrito Federal
até 3,75% – Goiás
4% – Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
Segundo dados oficiais, mais de 420 mil veículos amazonenses terão redução ou isenção parcial do tributo após a nova tabela. Já nos estados com cobrança máxima, o impacto deve permanecer elevado, reforçando a diferença regional para os proprietários de veículos.
Para saber mais sobre impostos e formas de economizar no dia a dia, confira outras reportagens na seção de Economia do Capital Financeiro.
Em resumo, a escolha do estado de emplacamento pode poupar – ou custar – milhares de reais ao longo de 2026, dependendo da política tributária local.
Com informações de Seu Dinheiro



