IRB(Re) aumenta lucro em 120% e soma R$ 143,6 milhões no segundo trimestre

São Paulo – O IRB Brasil Re registrou lucro líquido de R$ 143,6 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 120% em relação ao mesmo período de 2024. O avanço foi impulsionado pelo resultado de subscrição, que saltou de R$ 33,7 milhões para R$ 229 milhões na comparação anual.

Desempenho por carteira

A carteira não-vida contribuiu com ganho de R$ 139 milhões, incremento de quase 17%, puxado principalmente pelas linhas patrimonial e rural. Mesmo com retração no mercado de seguros rurais, o prêmio emitido nesse segmento permaneceu estável, enquanto o resultado de subscrição em Rural cresceu 11%.

Na carteira vida, o IRB(Re) saiu de prejuízo de R$ 54 milhões para lucro de R$ 5 milhões. O índice de sinistralidade em vida recuou de 68% para 46%, ao passo que, em não-vida, caiu de 69% para 57%, refletindo sinistros retidos menores: R$ 434 milhões contra R$ 475 milhões um ano antes.

Índice combinado melhora

O índice combinado total — que reúne sinistralidade, comissões e demais despesas — ficou em 90%, ante 106% no segundo trimestre de 2024. O indicador inclui efeito positivo de R$ 48 milhões referentes a reversões e ressarcimentos de contratos anteriores a 2020; sem esse impacto, o índice seria de 95%, ainda 11 pontos percentuais abaixo do registrado um ano antes.

Gestão destaca trajetória de recuperação

Para Marcos Falcão, diretor-presidente do IRB(Re), os números mostram evolução contínua: “O lucro líquido dos seis primeiros meses de 2025 já é 82% superior ao do mesmo período de 2024”, afirmou em comunicado. O executivo acrescentou que o índice combinado da carteira P&C “está próximo do considerado adequado”.

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Imagem: valor.globo.com

IFRS 17

Pela norma contábil IFRS 17, adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o IRB(Re) apurou lucro de R$ 107 milhões no trimestre, ante R$ 194 milhões no mesmo intervalo do ano passado. A companhia segue apresentando seus resultados também sob a ótica do CPC 11 (IFRS 4), que agrupa algumas contas de forma distinta das práticas contábeis brasileiras para resseguradoras.

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Com informações de Valor Econômico