O Itaú Unibanco deve continuar remunerando seus acionistas com proventos adicionais, afirmou o presidente-executivo Milton Maluhy durante o Itaú Day, evento anual voltado a investidores realizado nesta segunda-feira (2). Segundo o executivo, a estratégia de distribuição segue ancorada na disciplina de alocação de capital e na busca por resultados previsíveis.
Decisão no início de cada ano
Maluhy explicou que o valor dos dividendos é definido sempre no início do exercício, depois da análise do orçamento, do ritmo de expansão da carteira de crédito e de eventuais impactos regulatórios. “O acionista decide como quer alocar seu capital. Nosso papel é continuar gerando capital para que esses dividendos adicionais se tornem recorrentes”, declarou.
Pagamentos deixam de ser “extraordinários”
Na visão do executivo, os proventos distribuídos pelo banco já não podem ser classificados como extraordinários: “Eles são adicionais e devem permanecer assim”, disse. Ele ressaltou que o foco do Itaú é garantir consistência nos resultados e evitar oscilações que coloquem em risco a capacidade de geração de capital.
Novo dividendo em 2026
Imagem: Tuane Fernandes via valor.globo.com
Com base nos números atuais, Maluhy afirmou “não haver dúvida” de que haverá um novo pagamento de dividendo adicional no início de 2026. Entretanto, evitou antecipar valores. “Ainda estamos em setembro, temos um ano pela frente. Esperamos evoluir no montante, mas é cedo para cravar”, comentou.
O banco considera o cenário positivo: “Os resultados estão vindo muito sólidos e, na medida em que não encontrarmos grandes oportunidades de investimento, o dividendo adicional será relevante no ano que vem também”, acrescentou o CEO.
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Com informações de Valor Econômico



