O Banco Central informou que a taxa média cobrada pelos bancos nas operações de rotativo do cartão de crédito caiu de 443,0% ao ano em novembro para 438,0% em dezembro.
No parcelado, o juro médio avançou de 183,4% para 189,0% ao ano. Ao considerar o conjunto de operações – rotativo e parcelado –, o custo total do cartão passou de 91,8% para 88,0% anuais.
O recuo ocorre às vésperas da entrada em vigor do limite legal para cobrança de juros e encargos, estabelecido pelo Congresso Nacional em 2023. Desde janeiro de 2024, as instituições financeiras não podem exigir montante superior a 100% do valor principal da dívida no rotativo e no parcelado.
Ainda assim, os dados do BC permanecem acima do teto porque o cálculo é estatístico. A autoridade monetária projeta para 12 meses a taxa mensal cobrada pelos bancos, prática que serve para acompanhar a tendência de alta ou queda dos juros. Na prática, os consumidores ficam endividados no rotativo por períodos mais curtos, o que faz com que a cobrança efetiva seja menor do que a taxa anualizada publicada nos relatórios.
O Banco Central informou que não pretende interromper a divulgação dessa série histórica, utilizada como referência pelo mercado e por formuladores de políticas para avaliar a dinâmica do crédito.
Metodologia
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Os números divulgados foram obtidos a partir das informações enviadas pelas próprias instituições financeiras ao BC. A série considera as operações efetuadas no mês e anualiza o custo médio aferido.
Para acompanhar outras mudanças nas regras de crédito e encontrar dicas sobre como reduzir custos financeiros, acesse a seção de Economia do Capital Financeiro.
Com informações de CNN Brasil

