Mandarin Oriental mantém liderança em ranking mundial de hotéis de luxo; Oetker e Bulgari encurtam distância

Mandarin Oriental foi eleito, em 27 de outubro, a melhor marca de hotelaria de luxo do mundo pelo quarto ano consecutivo, após atingir 81,1% na avaliação anual da consultoria LTI – Luxury Travel Intelligence, que analisou 20 redes globais com base em 134 critérios de gestão, atendimento e capacidade de investimento.

Metodologia: 134 pontos de avaliação e reinício anual do estudo

A pesquisa da LTI mede a consistência operacional das marcas por meio de 134 indicadores que abrangem identidade de marca, gestão executiva, padrões de serviço, inovação em hospitalidade, programa de fidelidade, governança e volume de capital destinado a novas aberturas ou renovações. A cada edição, o comitê reinicia a pontuação, descartando resultados anteriores; dessa forma, a classificação reflete exclusivamente o desempenho observado nos 12 meses mais recentes.

Em 2026, a consultoria ampliou o universo amostral de 15 para 20 cadeias e estabeleceu um requisito mínimo de oito propriedades ativas para inclusão. O estudo não aceita publicidade nem patrocínio: a fonte de receita são assinaturas de viajantes de alta renda interessados em relatórios independentes sobre hotéis, restaurantes, spas e experiências de luxo.

Desempenho das cinco líderes: vantagem mínima separa competidores

Embora o Mandarin Oriental mantenha a ponta, a diferença entre as três primeiras posições caiu para menos de um ponto percentual. A Oetker Collection avançou da quarta para a segunda colocação ao registrar 80,6%, enquanto a Bulgari Hotels & Resorts subiu para 80,2%. Já Four Seasons e Rosewood Hotels & Resorts completam o grupo superior com 78,7% e 78,0%, respectivamente.

A liderança sustentada da rede asiática baseia-se em um portfólio que reúne 47 hotéis, 16 residências e 43 casas de temporada distribuídos por 30 países e territórios. Apesar da capilaridade, não há unidade no Brasil; na América do Sul, a única operação permanece no Chile, o Mandarin Oriental, Santiago, inaugurado em 2017 no bairro de Las Condes, com vista para a Cordilheira dos Andes.

Em comunicado, o CEO Laurent Kleitman atribuiu o resultado ao “domínio do ofício” dos colaboradores, reforçando a estratégia de formação de equipes multinacionais e investimento em hospitalidade personalizada como pilares de diferenciação.

Movimentações de mercado: ascensão da Capella e queda da Aman

Entre os destaques do ranking de 2026, a Dorchester Collection apresentou a progressão mais expressiva: salto de seis posições, da 12ª para a 6ª colocação, com 76,9%. A Belmond, controladora do Copacabana Palace no Rio de Janeiro, subiu quatro degraus, de 11º para 7º lugar, ao marcar 76,6%. Já a Capella Hotels & Resorts estreou diretamente na 8ª posição, alcançando 76,1%, impulsionada pela performance de propriedades como o Capella Ubud, em Bali.

Mandarin Oriental mantém liderança em ranking mundial de hotéis de luxo; Oetker e Bulgari encurtam distância - Imagem do artigo original

O movimento inverso ocorreu com a Aman, que despencou do 2º para o 9º posto, ao registrar 75,5%. A consultoria atribui a perda de pontos a uma violação significativa de dados de hóspedes, considerada não resolvida de forma satisfatória pela marca de resorts voltados a experiências em natureza.

Ranking completo e pontuação das 10 primeiras colocadas

1. Mandarin Oriental – 81,1%
2. Oetker Collection – 80,6%
3. Bulgari Hotels – 80,2%
4. Four Seasons – 78,7%
5. Rosewood – 78,0%
6. Dorchester Collection – 76,9%
7. Belmond – 76,6%
8. Capella – 76,1%
9. Aman – 75,5%
10. Airelles – 75,2%

Expansão geográfica e perspectivas para 2027

Com a margem entre as lideranças cada vez mais estreita, analistas de turismo de alto padrão projetam aumento de investimentos em wellness, residências integradas a hotéis e parcerias gastronômicas como vias para ganho de pontuação nas futuras edições do relatório. O crescimento de marcas europeias como a Oetker Collection indica a relevância de propriedades-boutique historicamente icônicas, enquanto a ascensão de grupos asiáticos reforça a demanda por experiências personalizadas orientadas por hospitalidade de cultura local.

Conclusão Técnica

O ranking de 2026 da LTI – Luxury Travel Intelligence confirma a manutenção da supremacia do Mandarin Oriental, porém evidencia a aproximação de concorrentes diretos, em especial Oetker Collection e Bulgari Hotels. A alteração de posições entre as 10 primeiras redes reflete sensibilidade da metodologia a fatores como governança de dados, inovação em serviços e expansão orgânica. Para 2027, prevê-se intensificação da disputa por hóspedes de alta renda, com ênfase em segurança digital, sustentabilidade operacional e experiências ultrarresidenciais como diferenciais críticos de avaliação.

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