Nicolás Maduro enfrenta mais pressão internacional depois que dois parceiros políticos próximos foram derrotados nas urnas em menos de uma semana. As mudanças em Honduras e em São Vicente e Granadinas reduzem ainda mais a rede de apoio do governo venezuelano na região, que já observa maior presença militar dos Estados Unidos no Caribe.
Troca de poder em Honduras
As apurações preliminares da eleição de domingo (30) em Honduras colocaram a candidata de esquerda Rixi Moncada, apadrinhada pela presidente Xiomara Castro, em um distante terceiro lugar na disputa presidencial. A liderança passou a ser disputada por dois nomes de direita – Salvador Nasralla e Nasry Asfura –, ambos favoráveis ao rompimento de relações com Caracas. Na semana passada, Asfura recebeu o endosso público do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Derrota histórica em São Vicente e Granadinas
Na quinta-feira anterior, o primeiro-ministro Ralph Gonsalves, aliado chave de Maduro havia quase 25 anos, perdeu a reeleição. O novo chefe de governo será Godwin Friday, de centro-direita, cujo partido conquistou 14 das 15 cadeiras do Parlamento local. A mudança encerra um longo período de apoio aberto da nação caribenha ao chavismo.
Região se distancia do chavismo
As duas derrotas eleitorais se somam a uma série de viradas políticas na América Latina, onde governos de diferentes matizes – inclusive de esquerda ou centro-esquerda, como Brasil, Chile, México e Colômbia – têm mantido distância de Maduro após a controversa eleição venezuelana de 2024. Países que já migraram para a direita nos últimos anos, como Equador, El Salvador e Bolívia, também reforçaram o isolamento de Caracas.
Pressão dos Estados Unidos
Enquanto o mapa político latino-americano muda, Washington intensifica sua presença militar na região. A “Operação Lança Sul” mobilizou mais de uma dezena de navios de guerra e cerca de 15 mil soldados no Caribe. Na segunda-feira (1º), Donald Trump reuniu assessores na Casa Branca para discutir próximos passos em relação à Venezuela.
Aliados remanescentes
Com menos parceiros, Maduro conta basicamente com Cuba e Nicarágua. Havana reafirma apoio “total” ao governo venezuelano, mas atravessa severa crise econômica e evita compromissos militares. Já o presidente nicaraguense Daniel Ortega limitou-se a criticar o aumento da frota norte-americana, sem oferecer assistência concreta.
Maduro evita ceder
No domingo (30), o líder venezuelano afirmou que o país resistiu a “sanções, ameaças e bloqueios” e que a população “calçou as botas e foi trabalhar”. Fontes diplomáticas em Caracas ouvidas pela CNN indicam que Maduro aposta em negociações futuras e não pretende ceder posições sem forte pressão externa.
Imagem: Reuters via cnnbrasil.com.br
As derrotas de seus aliados em Honduras e em São Vicente e Granadinas, contudo, reduzem as cartas de Maduro à mesa em um momento de atenção renovada sobre a crise venezuelana.
Para entender como mudanças políticas podem impactar sua vida financeira, confira nossas análises na seção de Economia.
Resumo: A perda de aliados em Honduras e em São Vicente e Granadinas agrava o isolamento de Nicolás Maduro, enquanto cresce a pressão militar dos Estados Unidos no Caribe e países latino-americanos, mesmo de esquerda, mantêm distância de Caracas. Continue acompanhando nossas atualizações e inscreva-se para receber alertas de novas matérias.
Com informações de CNN Brasil



