A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada após a divulgação de mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, indica Luiz Inácio Lula da Silva com 36% e Flávio Bolsonaro com 29% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026; no segundo turno, o levantamento aponta empate técnico, com 42% para Lula e 41% para Flávio, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Resultados consolidados do primeiro turno
O cenário principal pesquisado entre os dias 3 e 6 de setembro mostra estabilidade na liderança de Lula (PT), que oscilou negativamente um ponto em relação à rodada de 2 de agosto, caindo de 37% para 36%. Flávio Bolsonaro (PL) manteve os 29% registrados anteriormente, conservando a segunda posição.
No bloco intermediário, Augusto Cury (Avante) aparece com 8%, recuo de dois pontos ante a pesquisa passada. Renan Santos (Missão) permaneceu em 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) avançou de 1% para 3%. Romeu Zema (Novo) variou de 1% para 2% e Samara Martins (UP) manteve 1%.
Entre os entrevistados, brancos, nulos e eleitores que declararam não votar somaram 8%, ante 7% na rodada anterior. O contingente de indecisos oscilou de 11% para 10%.
Cenários de segundo turno e taxa de rejeição
Na principal simulação de segundo turno, a diferença entre os dois primeiros colocados permanece em 1 ponto percentual: 42% para Lula contra 41% para Flávio Bolsonaro. Eleitores dispostos a votar em branco, anular ou se abster totalizam 13%, e os indecisos representam 5%.
Outros confrontos projetados indicam vantagem de Lula sobre os demais concorrentes: 44% a 33% contra Romeu Zema; 41% a 38% frente a Ronaldo Caiado; 42% a 37% diante de Renan Santos; e 39% a 35% sobre Augusto Cury.
O índice de rejeição permanece elevado para os dois líderes. Segundo a Quaest, 55% dos eleitores afirmam que não votariam de forma alguma em Flávio Bolsonaro, enquanto 53% descartam votar em Lula.
Efeitos da crise no STF e comportamento do eleitorado
Esta é a primeira sondagem após a revelação de trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fato que desencadeou críticas à Suprema Corte e reacendeu a polarização política. Apesar da forte repercussão, o levantamento indica apenas movimentações marginais nos percentuais de voto, reforçando a resiliência do eleitorado diante de eventos institucionais.
O estudo também evidencia que 71% dos entrevistados consideram seu voto definido para o primeiro turno, repetindo o patamar do mês anterior. Outros 29% admitem possibilidade de mudança, percentual estável em relação à pesquisa precedente.
Na modalidade espontânea – em que os nomes não são apresentados ao eleitor –, Lula aparece com 28% das citações, mesmo índice de 2 de setembro. Flávio Bolsonaro surge com 20%, também sem variação, e Augusto Cury é lembrado por 4%. Demais postulantes somam 5%, e indecisos permanecem em 42%.
Metodologia, amostra e margem de erro
A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores em todas as regiões do país, entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. A margem de erro é de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01720/2026.
Os entrevistados responderam sobre intenção de voto estimulada e espontânea, aprovação governamental e avaliação da gestão federal. Conforme o instituto, os dados foram ponderados por sexo, idade, escolaridade, renda, região e orientação política declarada, garantindo representatividade nacional.
Conclusão Técnica
O levantamento confirma a manutenção de uma disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com diferença restrita e rejeições simetricamente altas. A crise recente no STF não provocou mudanças substanciais nos percentuais, sugerindo que o quadro de polarização permanece cristalizado. Com pouco menos de um mês para o início oficial da propaganda eleitoral em rádio e televisão, a tendência é de intensificação da busca por eleitores ainda voláteis – parcela que hoje equivale a 29% dos entrevistados. Novas pesquisas ao longo de setembro serão decisivas para indicar se a estabilidade verificada até agora dará lugar a movimentações capazes de alterar o desenho do segundo turno.



