Petróleo despenca após recuo de tensões EUA-Irã e mercado aguarda dados de varejo no Brasil

Os contratos de petróleo operam em forte baixa na manhã desta terça-feira (15), reagindo ao alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 8h (horário de Brasília), o Brent recuava 3,91%, cotado a US$ 63,97 o barril, enquanto o WTI caía na mesma magnitude, a US$ 59,46.

A perda de prêmio de risco geopolítico veio após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que Teerã teria interrompido a repressão letal contra manifestantes contrários ao regime. A sinalização reduziu a probabilidade de uma ação militar e, consequentemente, os preços da commodity.

Impacto nos mercados

No exterior, o clima mais ameno impulsionava o apetite por risco. No mesmo horário, os futuros de Nova York avançavam: o S&P 500 subia 0,35% e o Nasdaq ganhava 0,74%, recuperando parte das perdas das big techs registradas na véspera.

No Brasil, a desvalorização do petróleo levanta a possibilidade de correção nas ações da Petrobras, que se beneficiaram na sessão anterior. Na segunda-feira (14), o Ibovespa renovou máxima histórica, terminando aos 165.146 pontos, alta de 1,96%, em movimento puxado por rotação de investidores estrangeiros para papéis de valor, como Vale e Petrobras.

Agenda doméstica

O destaque local desta terça é a divulgação das vendas no varejo de novembro pelo IBGE. A mediana de 21 projeções compiladas pelo Valor Data aponta crescimento de 0,2% sobre outubro, com ajuste sazonal, dentro de um intervalo que vai de queda de 0,4% a avanço de 0,9%. Embora o resultado não deva alterar a aposta majoritária de novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic em março, analistas acompanham o dado para calibrar as estimativas de atividade.

Caso Banco Master

Os investidores também monitoram os desdobramentos da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura ligações entre o Banco Master, o empresário Nelson Tanure e a gestora Reag. Na quinta-feira (11), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF (ex-Reag) após indícios de fraudes envolvendo a instituição financeira.

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Imagem: stock.xchng via valor.globo.com

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Enquanto o noticiário corporativo segue intenso, dólar à vista e juros futuros fecharam em alta na véspera, destoando do rali da bolsa. Agentes de mercado avaliam a trajetória desses ativos à luz do cenário externo e da política monetária doméstica.

O dia promete manter a volatilidade, com investidores ponderando o alívio geopolítico, a oscilação das commodities e os indicadores locais para definir estratégias de curto prazo.

Com informações de Valor Econômico

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