A Polícia Federal executou a segunda fase da Operação Compliance Zero e obteve, por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas envolvidas em supostas fraudes no Banco Master.
A determinação foi assinada em 6 de janeiro e abrange movimentações financeiras realizadas entre 20 de outubro de 2020 e 21 de outubro de 2025, período em que os investigados controlariam a instituição. Segundo a PF, o acesso aos dados permitirá rastrear a origem e o destino dos recursos investigados.
O inquérito tramitava na 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo, mas foi remetido ao Supremo a pedido da Procuradoria-Geral da República. Na decisão, Toffoli destacou a necessidade de prevenir nulidades processuais e assegurar a aplicação da lei penal diante de indícios de uso sistemático de falhas no mercado de capitais e nos mecanismos de fiscalização.
Além da quebra de sigilos, o ministro determinou o bloqueio e o sequestro de bens que somam R$ 5,7 bilhões pertencentes a 38 investigados. Entre os alvos estão o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro; o cunhado dele, Fabiano Zettel; o ex-sócio Maurício Antonio Quadrado; o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur; e o empresário Nelson Tanure.
Com as novas medidas, a PF pretende ampliar a coleta de provas para esclarecer o funcionamento do esquema, identificar beneficiários finais e avaliar eventuais prejuízos ao sistema financeiro.

Imagem: Victor Moriyama via valor.globo.com
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As investigações continuam em sigilo, e os órgãos responsáveis não divulgaram previsão para a conclusão do inquérito. Novas operações não estão descartadas.
Com informações de Valor Econômico



