O Monitor do PIB, pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), estimou crescimento de 0,1% da economia brasileira no terceiro trimestre de 2025 em relação aos três meses imediatamente anteriores. No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade registra alta de 2,5%.
Na passagem de agosto para setembro, a variação foi nula, indicando estabilidade. Todos os resultados trimestrais e mensais da FGV são dessazonalizados para permitir comparações entre períodos distintos.
Serviços e consumo estagnados
Segundo a coordenadora da pesquisa, a economista Juliana Trece, o setor de serviços e o consumo das famílias — que juntos respondem pela maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) — ficaram praticamente parados no terceiro trimestre. Os demais componentes da demanda interna contribuíram pouco para um desempenho mais robusto.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o consumo das famílias cresceu apenas 0,2%, ritmo bem menor do que o registrado desde 2021, quando as taxas anuais giravam em torno de 3%. A FGV destaca que o consumo de bens caiu tanto em itens duráveis quanto em não duráveis, enquanto o consumo de serviços, apesar de positivo, perdeu força.
Formação de capital recua
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete os investimentos em capacidade produtiva, encolheu 0,4% na comparação interanual, puxada pelo fraco desempenho do segmento de máquinas e equipamentos. Trata-se da primeira queda desde o trimestre móvel encerrado em janeiro de 2023.
Exportações em alta
Em sentido oposto, as exportações cresceram 7% frente ao terceiro trimestre do ano anterior, maior avanço desde maio de 2024. Todos os grupos de produtos exportados registraram expansão, com destaque para a indústria extrativa, responsável por cerca de 44% do resultado positivo.
Estimativa em valores
Em termos correntes, o Monitor do PIB calcula que a soma dos bens e serviços produzidos no país alcançou R$ 9,370 trilhões até o fim de setembro.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Outros indicadores
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), divulgado na véspera, apontou retração de 0,9% no terceiro trimestre e recuo de 0,2% entre agosto e setembro, mas mantém expansão de 3% em 12 meses. Já o resultado oficial do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está previsto para 4 de dezembro.
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Em resumo, o Monitor do PIB indica leve crescimento no terceiro trimestre, impulsionado principalmente pelas exportações, enquanto consumo e investimentos mostram sinais de desaceleração. Continue acompanhando o Capital Financeiro para receber atualizações e análises sobre a economia brasileira.
Com informações de Agência Brasil



