Brasília, 6 de fevereiro de 2026 – O governo federal apresentou nesta sexta-feira (6) o Plano Clima, documento que estabelece como o Brasil pretende enfrentar as mudanças climáticas na próxima década.
O plano tem dois eixos centrais: diminuir a poluição e preparar a população para eventos extremos, como ondas de calor, secas e enchentes. A estratégia busca cumprir o compromisso assumido no Acordo de Paris de reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
Metas de redução
Segundo o documento, o país promete cortar de 59% a 67% das emissões até 2035. Para isso, foram definidos dois cenários:
- Cenário mais rigoroso: limite de 850 milhões de toneladas de gás carbônico por ano.
- Cenário menos rigoroso: pouco acima de 1 bilhão de toneladas anuais.
Em 2022, as emissões brasileiras somaram cerca de 2 bilhões de toneladas.
Setores da economia
O Plano Clima permite que alguns setores aumentem temporariamente a poluição. A produção de energia, incluindo petróleo, pode elevar emissões em até um terço até 2030. Em contrapartida, o desmatamento deve ser eliminado até 2030.
Fósseis continuam, mas com prazo
O texto não determina o fim dos combustíveis fósseis. Alega que fatores políticos, econômicos e internacionais podem retardar a substituição do petróleo por fontes renováveis, sobretudo em cenários de crescimento econômico.
Repercussão
Claudio Angelo, coordenador do Observatório do Clima, elogiou a elaboração do plano, mas considerou as metas pouco ambiciosas. “É positivo que o Brasil tenha feito o plano, mas a ambição está muito aquém do que o país pode fazer”, afirmou.
Imagem: g1.globo.com
O Ministério do Meio Ambiente, por meio do secretário de Mudança do Clima, Aloisio Melo, justificou a variação das metas pela incerteza econômica: “Somos orientados para o teto de 850 milhões de toneladas em 2035, mas consideramos o ambiente de risco que pode atrasar investimentos”.
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O Plano Clima agora segue para consulta pública e deverá orientar políticas setoriais até 2035.
Com informações de G1 – Jornal Nacional



