Trecho da Praia do Cassino é interditado por acúmulo de lama no litoral sul do RS

RIO GRANDE (RS) — Aproximadamente dois quilômetros da Praia do Cassino, em Rio Grande, estão interditados desde esta semana devido à formação de uma extensa camada de lama sobre a faixa de areia.

A área afetada fica entre as ruas Rio de Janeiro e Canal Farroupilha. Para delimitar o local, a prefeitura construiu barreiras de areia que funcionam como pequenos muros, proibiu o banho de mar e anunciou a restrição à circulação de veículos nesse trecho.

O que provocou o problema

De acordo com o professor Osmar Olinto Möller Junior, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o fenômeno está ligado ao transporte natural de sedimentos da Lagoa dos Patos para o Oceano Atlântico.

“Monitoramos continuamente e verificamos que, em um único dia, a lagoa pode lançar toneladas de sedimentos no mar. Esse material se deposita e, após fortes tempestades, chega à praia”, explicou o especialista.

Möller descartou qualquer relação com a draga que opera na região para manter canais navegáveis. Segundo ele, o equipamento despeja sedimentos apenas no ponto autorizado. A Portos RS também reforçou que o acúmulo de lama não tem relação com a dragagem em andamento.

Impacto em moradores e turistas

Com a proximidade do verão, comerciantes e banhistas relatam prejuízos. “Agora começa a temporada de turismo e isso atrapalha quem vende na praia e até o meio ambiente”, afirmou a estudante Maria Luiza Morgenstern Menezes.

O aposentado Adão Luis Alves da Silva, que frequenta o local diariamente, destacou o risco de acidentes: “Já vi senhoras e crianças escorregarem na lama e caírem”.

A Praia do Cassino integra a maior faixa de areia contínua do Brasil, com cerca de 218 km de extensão até a Barra do Chuí. Embora receba nomes diferentes ao longo do percurso, trata-se de uma única praia.

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Imagem: lama via g1.globo.com

Próximas medidas

A prefeitura informou que instalará placas de sinalização alertando sobre a proibição de banho e reforçará a fiscalização para impedir a entrada de veículos no trecho isolado. Técnicos municipais e da Portos RS seguem monitorando a evolução do bolsão de lama.

Para acompanhar a situação, a administração municipal orienta que moradores e turistas se informem antes de acessar a orla e sigam as instruções de segurança.

Este incidente chama a atenção para a importância do monitoramento ambiental em regiões costeiras e para os impactos diretos sobre o turismo, principal fonte de renda local.

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Com informações de G1

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