Os contratos futuros de ouro encerraram a sessão desta sexta-feira (16) em queda, influenciados pelo arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter a atual taxa básica de juros. Na divisão Comex da New York Mercantile Exchange (Nymex), o metal para entrega em fevereiro recuou 0,61%, fechando a US$ 4.595,40 a onça-troy.
Apesar do recuo diário, o ouro acumulou valorização de 2,14% na semana, período em que chegou a renovar recordes históricos na quarta-feira. A busca por ativos de segurança havia ganhado força após incidentes no Irã, mas o movimento perdeu fôlego depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, adotou tom mais cauteloso em relação ao conflito.
Em nota, a corretora IG destacou que a queda reflete a “redução do prêmio de risco geopolítico”, fator que vinha sustentando os preços dos metais preciosos nas últimas sessões. A prata também interrompeu a sequência de ganhos e acompanhou a correção do ouro.
No campo monetário, indicadores econômicos mais fortes nos Estados Unidos levaram investidores a reavaliar apostas de corte de juros ao longo do ano. “O mercado estava excessivamente otimista com a possibilidade de afrouxamento, mas os dados recentes sugerem estabilidade na política do Fed”, apontou a IG.
Além disso, comentários de Trump sobre sua relutância em indicar o assessor da Casa Branca, Kevin Hassett, para a presidência do banco central contribuíram para a leitura de uma autoridade monetária menos inclinada a reduzir custos de financiamento.
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Com o alívio geopolítico e a perspectiva de juros estáveis, a atratividade do ouro como proteção diminuiu temporariamente, segundo analistas. Ainda assim, observadores do mercado ressaltam que novos episódios de volatilidade ou mudanças na trajetória dos rendimentos dos Treasuries podem recolocar o metal no radar dos investidores.
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Com informações de Valor Econômico



