O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou neste sábado, 8 de novembro, que as instituições financeiras precisam ser o “principal escudo” contra práticas ilícitas que se multiplicam no sistema bancário brasileiro. A declaração foi divulgada em nota publicada nas redes sociais da entidade.
Segundo Sidney, investigações recentes expuseram a gravidade do cenário, marcado pela escalada de crimes digitais, esquemas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos. Sem entrar em detalhes, ele lembrou que operações da Polícia Federal apontaram desvios milionários em financiamentos do Banco do Nordeste e, em agosto, a descoberta de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em gestoras na região da Faria Lima, em São Paulo.
“O poder público e toda a indústria financeira precisam estar absolutamente alinhados e atuantes no enfrentamento aos crimes financeiros, e qualquer omissão é intolerável”, destacou o dirigente. Para ele, bancos e fintechs têm o dever de impedir a abertura de contas fraudulentas, como as conhecidas contas laranja, frias ou vinculadas a casas de apostas ilegais.
Sidney citou ainda o papel de órgãos reguladores como Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal, defendendo o fortalecimento das ações de monitoramento e punição. “Nossos bancos terão de manter estruturas com controles internos robustos, monitoramento contínuo e comunicação obrigatória às autoridades competentes”, completou.
O executivo também chamou atenção para a proliferação de sites e aplicativos de apostas (bets) após a legalização dos jogos on-line. Para ele, as instituições financeiras precisam adotar mecanismos que evitem a movimentação de recursos destinados a plataformas ilegais.

Imagem: Claudio Belli via valor.globo.com
Ao final da nota, o presidente da Febraban reforçou que “o futuro de um sistema financeiro resiliente depende da atuação rigorosa de todos os participantes e da colaboração efetiva com o poder público, para que a lama de um não respingue em todos”.
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Com informações de Valor Econômico



