Programa FMS dos EUA amplia acesso do Brasil a armamentos avançados

O Foreign Military Sales (FMS), iniciativa do governo dos Estados Unidos para transferência de equipamentos de defesa, tem colocado o Brasil entre os maiores beneficiados, segundo informações do Departamento de Estado norte-americano.

Em 2023, o FMS movimentou mais de US$ 80 bilhões, englobando vendas de equipamentos militares, treinamento, assistência técnica, documentação e apoio logístico a países considerados parceiros de Washington. Para o Brasil, o programa é avaliado como “absolutamente crucial” pelo doutor em Segurança Internacional e ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut.

“O FMS nos permite modernizar as Forças Armadas com aeronaves, sistemas de defesa e acesso a tecnologias que ampliam nossa capacidade de dissuasão”, destacou o especialista. Degaut acrescenta que o pacote também inclui capacitação de pessoal, fator que eleva o padrão profissional das tropas brasileiras e contribui para a segurança regional.

Equipamentos adquiridos

Entre as aquisições recentes feitas via FMS estão mísseis, veículos blindados, aeronaves de transporte, componentes de suporte para os caças F-5, além de sistemas navais, de comunicação, guerra eletrônica e inteligência.

Condições de compra

O programa autoriza não apenas a venda de produtos de última geração, muitas vezes a preços inferiores aos praticados no mercado, mas também a negociação de equipamentos de “segunda linha” excedentes dos estoques militares dos EUA, permitindo ampliação de capacidade a custos reduzidos.

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Imagem: cnnbrasil.com.br

Preocupação com tensões diplomáticas

Militares brasileiros consultados pela reportagem manifestaram receio de que eventuais sanções norte-americanas ao Brasil comprometam projetos estratégicos da base industrial de defesa. Apesar de não haver indicativos de ruptura, as Forças Armadas acompanham com atenção as relações entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden, e também o cenário eleitoral nos EUA, marcado pela imprevisibilidade de Donald Trump.

Para saber mais sobre o impacto econômico de acordos internacionais, confira também a seção de Economia do Capital Financeiro.

Com informações de CNN Brasil