Reunião no Planalto discute Banco Master e coordenação contra crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, na manhã desta segunda-feira, 15 de janeiro, representantes dos três Poderes e da área econômica para tratar da liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro, e para reforçar ações integradas de combate ao crime organizado.

Estiveram presentes o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Também compareceram o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o secretário de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira; o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

O recém-empossado ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, foi incumbido de relatar os tópicos debatidos. Segundo ele, o caso do Banco Master foi considerado “eixo” da pauta, pois ilustra a necessidade de atuação conjunta entre Executivo, Judiciário e Ministério Público no enfrentamento de organizações criminosas.

“O presidente reforçou que a complexidade do crime organizado exige integração total entre os órgãos do Estado”, declarou Lima e Silva. De acordo com o ministro, Receita Federal e Polícia Federal já executam operações voltadas a setores específicos, mas sua eficácia depende do apoio de outras instâncias, especialmente do Judiciário e do Ministério Público.

Ele acrescentou que cada instituição manterá suas competências constitucionais, porém com articulação permanente para agilizar investigações, bloqueio de ativos e processos judiciais. “O reconhecimento da gravidade do tema por todos os Poderes é indispensável”, afirmou.

Não foram divulgados detalhes sobre eventuais novos desdobramentos relativos ao Banco Master. A liquidação da instituição, anunciada pelo Banco Central em novembro, segue em curso dentro dos trâmites regulatórios.

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Com informações de Valor Econômico

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