O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, que a responsabilidade de avaliar o processo envolvendo o Banco Master cabe exclusivamente ao Banco Central (BC). A declaração foi feita a jornalistas no Palácio do Planalto.
Segundo Costa, a autoridade monetária dispõe de “técnicos muito, muito especializados” e, historicamente, tem sido a instituição encarregada de adotar providências e monitorar o sistema financeiro nacional. “Historicamente, quem é apropriado para analisar e tomar as medidas é o Banco Central. Qualquer palpite fora disso é palpite”, disse.
O ministro também ressaltou a importância de respeitar o trabalho dos profissionais que “estudam e se dedicam há anos” à supervisão do setor bancário. Para ele, a atuação técnica do BC garante a segurança necessária na apuração de eventuais irregularidades envolvendo instituições financeiras.
Recuo no TCU
No mesmo dia, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), voltou atrás em decisão preliminar e determinou que o plenário da Corte julgue se haverá ou não inspeção no Banco Central no âmbito do processo referente ao Banco Master. A primeira sessão de 2026 do TCU foi marcada para 21 de janeiro.
Em despacho publicado pela manhã, Jhonatan de Jesus afirmou que poderia rejeitar, de forma monocrática, os embargos apresentados pelo BC. No entanto, mencionou que “a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais” justifica levar o tema ao colegiado.
O Banco Master é alvo de investigação sobre eventuais irregularidades em suas operações. A defesa da instituição não se pronunciou sobre as declarações de Rui Costa nem sobre o andamento do processo no TCU.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom via valor.globo.com
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Este conteúdo resume as posições do governo federal e do TCU sobre o caso Banco Master, destacando a posição de Rui Costa em favor do Banco Central como instância técnica competente.
Com informações de Valor Econômico



