A Shopee fechou 2025 com vendas acima de R$ 70 bilhões no mercado brasileiro, de acordo com relatório do BTG Pactual sobre o comércio eletrônico nacional. No mesmo período, a Shein movimentou mais de R$ 15 bilhões, enquanto a estreante Temu alcançou um volume de transações na casa de um dígito alto de bilhão em seu primeiro ano de atuação no país. A pesquisa ainda indica que o TikTok Shop, lançado recentemente, passou a vender pelo menos US$ 1 milhão por dia poucos meses após a estreia.
O banco utilizou dados da plataforma Neotrust para estimar o desempenho das empresas estrangeiras e medir o avanço da participação das operações chamadas cross-border, que importam produtos diretamente para o consumidor. Segundo o documento, essas plataformas se beneficiaram inicialmente de diferenças tributárias, fator que permitiu políticas de preços agressivas. A aplicação da “taxa das blusinhas” diminuiu, mas não eliminou, essa vantagem competitiva.
Disputa por fatias do comércio eletrônico
Ao considerar apenas marketplaces com estoque dentro do país, o Mercado Livre deve responder por 47% do GMV (sigla em inglês para volume bruto de mercadorias) em 2025, seguido por Amazon e Magazine Luiza, cada uma com 12%. A inclusão de Shopee, Shein, Temu e TikTok Shop altera o quadro: o Mercado Livre mantém a liderança com 39%, enquanto a Shopee aparece com 14%.
No cenário traçado pelo BTG Pactual, o e-commerce brasileiro deve crescer entre 14% e 15% nos próximos 12 a 18 meses, atingindo R$ 436 bilhões em 2026. As projeções consideram expansão de 25% no GMV do Mercado Livre, retomada do crescimento na base de vendedores da Amazon e a manutenção da força da Shopee em categorias de baixo tíquete médio.
O relatório destaca que o setor vive uma fase decisiva de competição, impulsionada pela rápida penetração de plataformas internacionais, cujas estratégias de preços e logística pressionam os players locais a buscar eficiências operacionais e novas fontes de receita.
Imagem: Lam Yik via oglobo.globo.com
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Com informações de O Globo



