SkyFit mira R$ 800 milhões em 2026 com franquias e parceria com TotalPass e Wellhub

A rede de academias SkyFit projeta faturar R$ 800 milhões em 2026 ao acelerar a abertura de franquias e aprofundar a integração com os agregadores TotalPass e Wellhub, estratégia que conta com o aval do BTG Pactual e posiciona a empresa como a maior operação do país presente simultaneamente nas duas plataformas.

Expansão acelerada sustenta a meta de faturamento

Fundada em 2020 em Americana (SP), a SkyFit passou de cinco unidades próprias para um sistema de franquias que hoje soma 370 academias distribuídas por 22 estados. Há ainda 120 unidades em construção e cerca de 160 pontos aprovados aguardando franqueados, segundo relatório do BTG Pactual. O ritmo de inaugurações varia entre 10 e 15 novas academias por mês, volume considerado essencial para alcançar a receita estimada de R$ 800 milhões em 2026.

A troca de controle em março de 2026 — avaliada em aproximadamente R$ 400 milhões, de acordo com o banco — trouxe o executivo Caio Peres, ex-partner da XP, para o cargo de diretor-presidente. A chegada de um gestor com histórico no mercado financeiro marca, segundo os analistas, a entrada da companhia em uma fase mais madura, focada em métricas operacionais padronizadas e em suporte intensivo ao franqueado.

TotalPass e Wellhub ampliam captação e reduzem ociosidade

A SkyFit aparece como segunda maior rede no TotalPass, atrás apenas da Smart Fit, e detém o título de maior cadeia do país presente simultaneamente nos dois principais agregadores. Dentro do TotalPass, algumas unidades são acessíveis a partir do plano TP1, de R$ 59,90. No Wellhub, o ingresso se dá pelo pacote Basic, de R$ 69,99, dependendo da praça. Já o tíquete médio direto da rede permanece em R$ 149.

Para a administração, a eventual canibalização de clientes B2C é compensada pela atração de usuários que não ingressariam no ecossistema de academias sem o subsídio corporativo dos agregadores. Dados operacionais mostram que alunos vindos dessas plataformas treinam com menor frequência do que os contratantes de planos tradicionais, o que equaliza a receita por visita após o repasse às parceiras.

O relatório do BTG Pactual destaca a utilização de analytics fornecidos pelos aplicativos para segmentar dois perfis: (i) usuários que alternam endereços e (ii) praticantes que retornam recorrente e predominantemente à SkyFit. O objetivo é converter o segundo grupo em assinantes diretos, oferecendo benefícios adicionais e promoções personalizadas, elevando a margem líquida por cliente.

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Mercado pouco penetrado e risco tributário no radar

A companhia e o banco convergem na avaliação de que o maior concorrente hoje é o sedentarismo: apenas 7 % da população brasileira frequenta academias regularmente. Esse índice confirma, na análise dos executivos, que o setor não se encontra saturado, apesar do avanço de redes consolidadas e de estúdios independentes.

No curto prazo, o ponto de atenção recai sobre a reforma tributária. A futura adoção do split payment e possíveis reajustes de alíquotas podem pressionar o capital de giro dos franqueados. Para mitigar o efeito, a SkyFit estuda instrumentos de financiamento de equipamentos e soluções de suporte financeiro, buscando preservar a expansão em municípios de menor porte — praça onde a marca vê espaço para crescimento antes ocupado por academias de bairro.

Os analistas do BTG Pactual ressaltam que o foco da direção passou a incluir governança de dados e padronização de processos, elementos considerados críticos para manter a qualidade de serviço enquanto a rede se aproxima da marca de 1 milhão de alunos ativos.

Conclusão técnica

A SkyFit avança sobre três eixos operacionais: escala via franquias, captação de usuários corporativos por meio de agregadores e monetização orientada a dados. A combinação sustenta a meta de R$ 800 milhões em receita para 2026, ainda que a reforma tributária exija ajustes no fluxo de caixa das unidades. Até lá, a companhia deve manter o ritmo de inaugurações mensais, reforçar programas de conversão de clientes TotalPass e Wellhub, e estruturar linhas de crédito dedicadas ao franqueado — movimentos que serão determinantes para consolidar a posição da rede entre as maiores operadoras de academias do país.